Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 49 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mahmoud Alaa e o Masr El Makasa acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Masr El Makasa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Avaliado com 7.71. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ali Gabr estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Houve um erro e acabou lá dentro. Os defesas são julgados pela pior coisa que fizeram e não pelos oitenta e nove minutos à volta: é injusto e é também o ofício.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco09/11/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Mehdi Khallati
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Yasser Tarek lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel02/11/2026
57 dias de fora para Ali Soliman depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Masr El Makasa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Masr El Makasa pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
7.55, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Mahmoud Alaa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Emad El Mohamady. 2‑0 sobre o Ismaily, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Nota 7.84 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Masr El Makasa, o melhor em campo era deles.
Plantel02/11/2026
7 caras novas e o Masr El Makasa ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco02/11/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Ashraf El Mohamady foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Adeyemo Bolaji
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Masr El Makasa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 66 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mostafa Gabr estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Masr El Makasa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel19/10/2026
75 dias de fora para Ali Soliman depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Masr El Makasa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Masr El Makasa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 36 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Masr El Makasa é como lidar com um homem a quem deve muito.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco19/10/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Ashraf El Mohamady a uma sala que já as tinha ouvido.
Yasser Tarek lesiona os ligamentos do joelho — 35 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Adeyemo Bolaji esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Trezeguet Elneny está nela.
Yasser Tarek lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Masr El Makasa falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Mahmoud Alaa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.08, e nem uma objeção no estádio.
O banco05/10/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Ashraf El Mohamady, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Em resumo
MercadoRamadan Hassan está livre para procurar outro sítio
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Masr El Makasa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel21/09/2026
104 dias de fora para Ali Soliman depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Masr El Makasa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O El Dakhleya segue em frente e o Masr El Makasa vai para casa, com um 1‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Ashraf El Mohamady a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
Plantel6 caras novas e o Masr El Makasa ainda se está a conhecer
111 dias de fora para Ali Soliman depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Masr El Makasa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
$21.0K era o máximo que o clube pagaria, e o El Dakhleya pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mostafa Gabr estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Masr El Makasa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Masr El Makasa, e não vai ser retirado.
Mostafa Gabr esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Masr El Makasa ofereceu $22.0K; o Zamalek disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Masr El Makasa perguntou e o Zamalek disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mahmoud Trezeguet não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Masr El Makasa podem fingir não ter ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
As bancadas24/08/2026
Os adeptos revoltam-se com a venda de Emad Soliman por $2.3M
Vai para o Zamalek, o clube tem $2.3M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $22.8K — um clube que quer Mahmoud Gehad ao ponto de perguntar duas vezes.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no ENPPI ninguém diz, e no Masr El Makasa ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Masr El Makasa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A proposta seguiu esta semana para o Zamalek, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta ficou muito aquém e em Masr El Makasa não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Plantel10/08/2026
Hesham Adel consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Hesham Adel acabou de assinar pelo Masr El Makasa e, por uma vez, a resposta importava.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $22.8K — um clube que quer Omar Reda ao ponto de perguntar duas vezes.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mohamed Soliman e o Masr El Makasa acertam mais 3 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Masr El Makasa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Petrojet queria mais do que $21.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Plantel10/08/2026
Palavras no treino do Masr El Makasa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emad El Mohamady está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Walid Trezeguet, e o treinador deixou.
Emad Soliman esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/08/2026
Emad El Mohamady desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zamalek fica com o seu homem, e o Masr El Makasa volta a uma lista com um nome riscado.
Uma sondagem ao Mamelodi Sundowns para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mohamed Soliman treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Masr El Makasa sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Emad Soliman tem de reconquistar o que julgava seu. O Masr El Makasa não prometeu nada — nesta fase raramente promete.