Riquelme Felipe e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Goiânia e lutar pelo meu lugar.» 0 jogos em 9 no Treze dizem o resto.
Plantel01/03/2027
Lucio De Pascale desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Cristóbal Valbuena está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Éder Alves pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Éder Oliveira. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Goiânia, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Riquelme Felipe e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Rodrigo Pintado compromete-se com o Goiânia por mais 4 anos.
Plantel01/02/2027
Rodrigo Pintado desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Goiânia, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Goiânia não o segura a fingir o contrário.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Goiânia, mais uma semana sem a assinatura de Pedro das Neves.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Treze perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Gerônimo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
58 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Treze perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $81.0K — um clube que quer Orlando Neto ao ponto de perguntar duas vezes.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Treze fez a parte difícil com o Goiânia, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Bruno Sena e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O São Paulo queria mais do que $76.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fluminense fica com o seu homem, e o Treze volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tobías Agüero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma sondagem ao Coritiba para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Treze sabe em que fase está.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Goiânia já se começa a dizer o nome dele no passado.
A verba é $130.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Portuguesa negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goiânia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/12/2026
8 caras novas e o Goiânia ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Goiânia joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Uma sondagem ao Figueirense para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O Goiânia já telefonou ao São Paulo. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Gabriel Porto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
12 golos e uma média de 7.25 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Gabriel Porto tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Éder Alves, e o treinador deixou.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑2, Renato Martins podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Gabriel Porto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém no Goiânia sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
O banco09/11/2026
Mágico tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Goiânia dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Gabriel Porto não desaparece
Uma média de 7.07 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Goiânia têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
Leylon esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.20 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O banco02/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Renato Martins saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Fernando Viana sai dessa comparação dentro da equipa, e o Goiânia beneficiou de cada uma dessas tardes.
Em resumo
AntevisãoO Goiânia mede-se com a equipa que todos perseguem
Ricardo Ojeda tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Luverdense deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Ricardo Ojeda não precisou: 7.87, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Leylon e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 2‑2, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Em resumo
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Fernando Viana
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Caio Lima
PlantelRicardo Ojeda é o melhor jovem do fim de semana
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arthur Araujo produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Gabriel Porto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Goiânia, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Renato Martins, sobre uma vitória por 3‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Plantel28/09/2026
Ricardo Ojeda, 19 anos, é o melhor jovem do fim de semana
Medido contra todos os outros miúdos da divisão, e o primeiro entre eles. O prémio de sénior é onde o Goiânia gostava que isto fosse dar.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fernando Viana não precisou: 7.61, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
2 golos em vinte minutos com Ricardo Ojeda no meio de tudo, e o Porto Vitória sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Notas dos jogadores21/09/2026
Marcelo Freitas jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.10. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goiânia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Renato Martins foi breve depois da vitória por 5‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
PlantelRicardo Ojeda é o melhor jovem do fim de semana
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leylon, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Houve um erro e acabou lá dentro. Os defesas são julgados pela pior coisa que fizeram e não pelos oitenta e nove minutos à volta: é injusto e é também o ofício.
O banco14/09/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Fernando Tavares
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
4 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Disseram uma coisa a Diego Andrade e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Em resumo
Notas dos jogadoresFernando Viana encarou-os todo o jogo
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Goiânia e do Ceilândia por igual; os restantes divertiram-se imenso.
4‑1, e Arthur Araujo ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Goiânia. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Notas dos jogadores03/08/2026
Ricardo Ojeda não podia pedir mais na estreia — 7.64
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.64, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arthur Araujo produziu-o, e o 8.27 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O Marcílio Dias vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Pedro das Neves pré-acordou a mudança para o Goiânia, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
O banco03/08/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Renato Martins foi breve depois da vitória por 4‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Goiânia, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.