Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goiânia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Renato Martins depois do 3‑4, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leylon, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Houve um erro e acabou lá dentro. Os defesas são julgados pela pior coisa que fizeram e não pelos oitenta e nove minutos à volta: é injusto e é também o ofício.
O banco14/09/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Fernando Tavares
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
4 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Disseram uma coisa a Diego Andrade e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Em resumo
Notas dos jogadoresFernando Viana encarou-os todo o jogo
A bola do jogo é de Caio Lima, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
Notas dos jogadores10/08/2026
Ricardo Ojeda, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.82
Um 7.82 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gabriel Porto e o Goiânia acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Gabriel Porto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Gabriel Porto tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.