115 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Paysandu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Lagarto à espera com uma camisola. No Paysandu ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Paysandu, e não vai ser retirado.
Edílson Júnior esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel04/01/2027
Gustavo Silva desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Paysandu estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Iarley Brito tem a sua resposta do Paysandu; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A perseguição a Marcelo Freitas terminou com $620.0K a mudar de mãos e o Goiânia sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Marcelinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel14/12/2026
Palavras no treino do Paysandu sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gustavo Silva está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rafael Carioca, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Paysandu foi explícito quanto à situação de Jean Drosny, o que é mais do que muitos recebem.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Paysandu joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
O Paysandu fez saber ao mercado que Yeferson Quintana está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Em resumo
O bancoÍtalo tornou-se um homem de confiança do treinador
O aperto de mão com o Goiânia está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Plantel07/12/2026
Mateus Ludke consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mateus Ludke acabou de assinar pelo Paysandu e, por uma vez, a resposta importava.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.1M — um clube que quer Mateus Mendes ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paysandu coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Silva estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ricardo Ojeda tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Luverdense deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Ricardo Ojeda não precisou: 7.87, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Leylon e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 2‑2, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Em resumo
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Fernando Viana
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Caio Lima
PlantelRicardo Ojeda é o melhor jovem do fim de semana
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fernando Viana não precisou: 7.61, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
2 golos em vinte minutos com Ricardo Ojeda no meio de tudo, e o Porto Vitória sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Notas dos jogadores21/09/2026
Marcelo Freitas jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.10. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goiânia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Renato Martins foi breve depois da vitória por 5‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
PlantelRicardo Ojeda é o melhor jovem do fim de semana
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Goiânia e do Ceilândia por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ricardo Ojeda produziu-o, e o 9.14 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arthur Araujo produziu-o, e o 8.49 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Daniel Teixeira produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.69, 0 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Edson Fernando acabou de assinar pelo Goiânia e, por uma vez, a resposta importava.