Verba acordada, salário acordado, e o Wa All Stars à espera com uma camisola. No Hasaacas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Emmanuel Boakye estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Yaw Mensah e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para um jogador do plantel, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que um jogador do plantel está nela.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Mohammed Asante deixa o Hasaacas pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Thomas Baba deixa o Hasaacas pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Abraham Mohammed não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Kwadwo Waris e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Emmanuel Boakye estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mohammed Wakaso, e o treinador deixou.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Abraham Mohammed e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
5 chegadas, uma média de idades que ninguém chamaria plantel, e pais a quem mostram um edifício onde os filhos passarão mais tempo do que em casa. A prospeção já aconteceu; hoje é só papelada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mohammed Wakaso está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jeffrey Sulemana assinar alguma coisa — um contrato no Hasaacas ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A proposta do FC Diarra por Mohammed Wakaso foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mercado21/06/2027
um jogador do plantel disse que sim ao Inter Allies
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Hasaacas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hasaacas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Isaac Addo apontou a data.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Hasaacas terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
O acordo com o Inter Allies tem 9 dias restantes, com 28 utilizações para pesar. Três portas: ficar com ele, vendê-lo, emprestá-lo outra vez — e nenhuma fica aberta muito tempo.
Kwadwo Waris esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Yaw Ofori e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hasaacas, e não vai ser retirado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Mohammed Asante acertou condições com o BA All Stars para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hasaacas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/03/2027
Palavras no treino do Hasaacas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emmanuel Boakye está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dois golos e um 8.69 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores15/02/2027
Yaw Adjei, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.03
Um 8.03 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Kwadwo Waris esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Hasaacas e do New Edubiase United por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Yaw Adjei tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Avaliado com 8.48. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Hasaacas.
O banco15/02/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Thomas Sulemana, sobre uma vitória por 4‑2 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
O banco15/02/2027
Mohammed Wakaso tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Hasaacas dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelUm jovem do Hasaacas leva o prémio de melhor sub-21
Verba acordada, salário acordado, e o WAFA à espera com uma camisola. No Hasaacas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hasaacas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yaw Ofori, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Jeffrey Mohammed tem a sua resposta do Hasaacas; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O Liberty Professionals vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Hasaacas foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
9.43. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel18/01/2027
Emmanuel Boakye desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Um 7.65 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Kwadwo Waris e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hasaacas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nana Waris, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Thomas Sulemana depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Ninguém no Hasaacas dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
Notas dos jogadoresIsaac Addo ganha o jogo a partir do banco
72 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hasaacas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 30. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel19/10/2026
Palavras no treino do Hasaacas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emmanuel Boakye está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 28 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
100 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hasaacas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nana Waris, e o treinador deixou.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Thomas Sulemana saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Isaac Addo
Abdul Ayew lesiona os ligamentos do joelho — 107 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 107 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Dribles concretizados: 28. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Notas dos jogadores14/09/2026
Abraham Paintsil, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.89
Um 7.89 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Nana Inusah regressa a Hasaacas com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Plantel14/09/2026
Palavras no treino do Hasaacas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emmanuel Boakye está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Notas dos jogadores14/09/2026
Kwadwo Waris jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.12. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Abraham Mohammed e o Hasaacas acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Abdul Ayew lesiona os ligamentos do joelho — 114 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 114 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o WAFA à espera com uma camisola. No Hasaacas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
0 no marcador na estreia e uma nota de 7.48 ao lado. A maioria das estreias sobrevive-se; esta desfrutou-se, por ele e por toda a gente que a viu.
Direção07/09/2026
O Hasaacas fecha o mercado com um plantel feito por si
4 entradas e 1 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Yaw Ofori e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
4 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Plantel07/09/2026
Emmanuel Boakye desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Kwadwo Atiemo está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.