Não se vê o fim da espera do Hasaacas por uma vitória
Já são 24 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hasaacas tem de arrancar um resultado de algum lado.
24 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hasaacas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Já são 18 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
As bancadas04/01/2027
Os adeptos organizam-se contra a direção do Hasaacas
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
66 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hasaacas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hasaacas, e não vai ser retirado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Klinshak Longbak agiu, no Hasaacas, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
73 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hasaacas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Dribles concretizados: 18. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
O banco28/12/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Thomas Kyereh saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Hasaacas, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Plantel28/12/2026
Palavras no treino do Hasaacas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andre Asamoah está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
AntevisãoO Hasaacas mede-se com a equipa que todos perseguem
87 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hasaacas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 15 e 7 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Felix Ayew e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Timothy Atamenwan, e o treinador deixou.
Metade do calendário jogado, 15.º lugar, 7 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
101 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hasaacas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Richmond Lamptey esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
123 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hasaacas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Ernest Kyereh esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco09/11/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Kamaldeen Afful
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Foi preciso Abdul Ofori marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Berekum Chelsea, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco09/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Thomas Kyereh escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Felix Ayew será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hasaacas as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hasaacas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Hasaacas foi ao WAFA com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Hasaacas ofereceu $14.0K; o Wa All Stars disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Hasaacas já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta seguiu esta semana para o BA All Stars, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Richmond Lamptey e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Hasaacas perguntou e o Hearts of Oak disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel17/08/2026
Timothy Atamenwan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hasaacas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/08/2026
Christian Ofori desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.