Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hasaacas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ernest Acquah, e o treinador deixou.
7.76, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Hasaacas tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco16/04/2029
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Harrison Afful a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Hasaacas sobre quem trabalha
O bancoEmmanuel Gyan tornou-se um homem de confiança do treinador
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hasaacas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
9 ações combinadas e 7.62. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nana Boakye e o Hasaacas acertam mais 3 anos.
O banco19/03/2029
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Thomas Acquah
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Plantel19/03/2029
Palavras no treino do Hasaacas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emmanuel Sulemana está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresThomas Acquah vai rever aquele lance muitas vezes
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hasaacas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Hasaacas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 0, saíram 0, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Ibrahim Gomis regressa a Hasaacas com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hasaacas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo25/11/2028
Não se vê o fim da espera do Hasaacas por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hasaacas tem de arrancar um resultado de algum lado.
Minuto 93, frente ao Berekum Chelsea, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
46 dias de fora para Felix Afful depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Hasaacas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Christian Nuhu e o Hasaacas acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Ashanti Gold; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Plantel03/04/2028
Palavras no treino do Hasaacas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Emmanuel Sulemana está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Avaliado com 7.26. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Kofi Asmah.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thomas Acquah está nela.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Hasaacas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ernest Mensah será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hasaacas as despedidas começaram em silêncio.
Thomas Acquah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
119 dias de fora para Felix Afful depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Hasaacas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o WAFA à espera com uma camisola. No Hasaacas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hasaacas, e não vai ser retirado.
Thomas Acquah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Hasaacas perguntou e o Berekum Chelsea disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hasaacas, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Emmanuel Gyan e o Hasaacas acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Thomas Acquah e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Baba Adjei, e o treinador deixou.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Harrison Afful depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.