Daniel Cervantes lesiona os ligamentos do joelho — 137 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 137 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Veracruz, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Veracruz fez a parte difícil com o Queretaro, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel04/01/2027
Roberto Araujo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Veracruz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Daniel Cervantes lesiona os ligamentos do joelho — 144 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 144 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Veracruz, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 24 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Gabriel Lozano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Roberto Araujo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Minuto 97, frente ao Santos Laguna, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduardo Borges, e o treinador deixou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 33 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Veracruz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Antonio Álvarez acabou de assinar pelo Veracruz e, por uma vez, a resposta importava.
Cesar Lainez marcou, e pouco mais correu bem: 1‑2 para o Club America, e um caminho silencioso até ao balneário.
O banco21/12/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Gerardo Sanchez saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Javier Lozano assinar alguma coisa — um contrato no Veracruz ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 91. O Queretaro vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Veracruz vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel14/12/2026
Roberto Araujo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Veracruz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.73 na ficha, e os adeptos do Veracruz saíram a repetir um nome.
O banco14/12/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Gerardo Sanchez, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Veracruz, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Gabriel Lozano e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Veracruz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Roberto Araujo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Veracruz vai tentar não fazer disso um caso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marco Araujo, e o treinador deixou.