18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tskhinvali perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Tskhinvali podem fingir não ter ouvido.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Tskhinvali marcou aos 91, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 10.00 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Keagan Phiri lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Archil Kiteishvili não precisou: 7.72, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo27/03/2027
Ninguém quer jogar contra o Tskhinvali neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel29/03/2027
Palavras no treino do Tskhinvali sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Avtandil Lobjanidze está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 17 anos que sente como seu. Guram Lobjanidze tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Kakha Kiteishvili esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Tskhinvali perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Archil Kiteishvili não precisou: 7.85, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tskhinvali ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Jogo20/03/2027
Ninguém quer jogar contra o Tskhinvali neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel22/03/2027
Shota Kashia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Vejo todos os jogos do Tskhinvali daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Kolkheti segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Keagan Phiri lesiona os ligamentos do joelho — 40 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 40 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tskhinvali ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Shota Kashia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Levan Shengelia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 10 ações, 6.91, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Keagan Phiri lesiona os ligamentos do joelho — 47 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 47 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.98 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Shota Kashia e o Tskhinvali acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Direção08/03/2027
6 jogadores da formação sobem à equipa principal do Tskhinvali
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Levan Shengelia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
54 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Tskhinvali perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Shota Kashia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tskhinvali coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Archil Kiteishvili está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Archil Kiteishvili assinar alguma coisa — um contrato no Tskhinvali ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
61 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tskhinvali perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Tskhinvali falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A enfermaria confirma 37 dias de paragem para Avtandil Lobjanidze, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel22/02/2027
Palavras no treino do Tskhinvali sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Shota Kashia está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tskhinvali perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Levan Shengelia está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Shota Kashia assinar alguma coisa — um contrato no Tskhinvali ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
75 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tskhinvali perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel08/02/2027
Palavras no treino do Tskhinvali sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Shota Kashia está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tskhinvali coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém no Tskhinvali dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Tskhinvali sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Tskhinvali ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Em resumo
MercadoO mercado disse que não: Mamuka Ananidze fica onde está
82 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Tskhinvali perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Direção01/02/2027
Fecha o mercado: 0 entradas, 2 saídas no Tskhinvali
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 0, saíram 2, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Uma média de 7.00 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Tskhinvali têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Shota Kashia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mamuka Okriashvili e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jaba Chakvetadze, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Archil Kiteishvili está nela.
Toda a gente deixou de fingir: o Sioni vai fazer a chamada por Dato Kakabadze esta semana. O Tskhinvali tem um número em mente, e o número não é tímido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Archil Kiteishvili assinar alguma coisa — um contrato no Tskhinvali ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
90 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Tskhinvali perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tornike Kobiashvili será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Tskhinvali as despedidas começaram em silêncio.
Plantel25/01/2027
Palavras no treino do Tskhinvali sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Avtandil Lobjanidze está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Levan Shengelia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jaba Kobiashvili está nela.
97 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Tskhinvali perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Lokomotivi por Archil Kiteishvili foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tskhinvali perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Posição 3, 20 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A enfermaria confirma 46 dias de paragem para Giorgi Daraselia, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel18/01/2027
Palavras no treino do Tskhinvali sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Shota Kashia está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Levan Shengelia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco18/01/2027
Levan Shengelia tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Tskhinvali dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
MercadoA história de Shota Kashia recusa-se a morrer
104 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Tskhinvali perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tskhinvali perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Shota Kashia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Levan Shengelia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Disseram uma coisa a Dato Kakabadze e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Tskhinvali sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tornike Kobiashvili treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
112 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Tskhinvali perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Tem 21 anos, média de 7.00, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Mais um nome na lista: o Guria fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Cesare Messina. A resposta do Tskhinvali não mudou — para já.
Plantel04/01/2027
Palavras no treino do Tskhinvali sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Avtandil Lobjanidze está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tskhinvali coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Tskhinvali já telefonou ao Dinamo Tbilisi. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Ninguém no Tskhinvali dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Archil Kiteishvili assinar alguma coisa — um contrato no Tskhinvali ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
DireçãoAberto para negócios: o Tskhinvali entra no mercado