115 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al Shabab perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Notas dos jogadores30/11/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Al Shabab — 7.87
1 para Nikola Vukić, avaliado com 7.87, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alejandro Otero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nikola Vukić. 2‑0 sobre o Emirates Club, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Ibrahim Al Kamali sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mohamed Rashid assinar alguma coisa — um contrato no Al Shabab ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoSalem Ismail tornou-se um homem de confiança do treinador
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel31/08/2026
42 dias de fora para Alexandre Dias depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Al Shabab vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Al Shabab fez a parte difícil com o Al Jazira, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Shabab coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Belgrano fica com o seu homem, e o Al Shabab volta a uma lista com um nome riscado.
Mahmoud Obaid lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Al Shabab falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Shabab, e não vai ser retirado.
Fahad Al Naqbi foi-se, as contas têm $1.5M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Juan Martín Rojas acabou de assinar pelo Al Shabab e, por uma vez, a resposta importava.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Al Shabab pagou $1.4M por Juan Martín Rojas, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O MC Oran pagou $1.5M e o Al Shabab aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Guilherme Nardo foi-se, as contas têm $75.3M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
A proposta do Padideh por Fahad Al Naqbi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Al Shabab a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alejandro Otero e o Al Shabab acertam mais 3 anos.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Al Shabab fez a parte difícil com o Persepolis, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Alejandro Otero e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.