Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
80 jogos ao longo de 10 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Romuald Sawadogo e o Hapoel Raanana acertam mais 4 anos.
A forma vai e vem; esta não foi. Ahmed Al Hammadi tem 22 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Plantel02/09/2030
Palavras no treino do Hapoel Raanana sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Saidu Fofanah está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
A forma vai e vem; esta não foi. Ahmed Al Hammadi tem 22 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Plantel05/08/2030
Uma transferência que Khalfan Omar teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Khalfan Omar está a viver essa versão no Hapoel Raanana, e costuma notar-se no primeiro mês.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Itay Cohen acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Hapoel Raanana substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Plantel05/08/2030
Palavras no treino do Hapoel Raanana sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Saidu Fofanah está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aviv Lin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Posição 13 e 11 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hapoel Raanana podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Adir Córdoba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hapoel Raanana as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O nome de Tomer Zarfati apareceu em conversas de que o Hapoel Raanana não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel24/06/2030
Palavras no treino do Hapoel Raanana sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Saidu Fofanah está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Hapoel Raanana toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel03/06/2030
Saidu Fofanah desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Raanana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É sentimental, é completamente sincero e é o princípio de uma saída que ninguém anunciou. O clube pode ser elegante quanto a isso ou pode fingir que não ouviu.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Ahmed Al Hammadi: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
13.º lugar, 11 pontos e um calendário com menos jogos do que desculpas. As contas ainda não são cruéis, mas deixaram de ser simpáticas.
Plantel27/05/2030
Palavras no treino do Hapoel Raanana sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Saidu Fofanah está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Hapoel Raanana sabem-no.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Raanana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Hapoel Raanana, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Omer Senior. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Fahad Rashid tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Dibba deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Shabab coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Dibba levou os pontos após um 3‑4 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel19/02/2029
Palavras no treino do Al Shabab sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdullah Saeed está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel19/02/2029
11 caras novas e o Al Shabab ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.