Cleiderman Osorio lesiona os ligamentos do joelho — 130 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 130 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 11 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Junior Rosales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 38 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Dribles concretizados: 17. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco14/02/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Gabriel Osorio saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Matías Ferreira volta a ser jogador do Atletico Venezuela, e a cidade tem a sua história do verão.
Cristian Ramirez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção24/01/2028
6 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Atletico Venezuela
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Salomon Otero é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Francisco Rondon está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Cristian Savarino passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Juan Rosales esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Carlos Martinez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A proposta seguiu esta semana para o Carabobo, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Atletico Venezuela perguntou e o Mineros de Guayana disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Johan Perez e o Atletico Venezuela acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel03/01/2028
Carlos Martinez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Perguntou-se ao Mineros de Guayana se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
O treinador reorganizou as ideias e Ramon saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Junior Rosales e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atletico Venezuela, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atletico Venezuela sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Atletico Venezuela a diferença vê-se da última fila.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 31 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Junior Rosales esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jesús Duarte está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco23/08/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Gabriel Osorio saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Ninguém no Atletico Venezuela sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
O banco23/08/2027
Victor Rosales tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atletico Venezuela dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O Atletico Venezuela e o Carabobo acertaram em $94.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Alvos de mercado26/07/2027
Os exames médicos acabam com o negócio de Pablo Silva
Estava tudo acordado com o Carabobo, e então o médico falou. O Atletico Venezuela desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Direção26/07/2027
O prazo passa com 2 contratações e 4 saídas
Está feito o negócio no Atletico Venezuela até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Carlos Martinez volta a ser jogador do Atletico Venezuela, e a cidade tem a sua história do verão.
Junior Rosales esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Atletico Venezuela perguntou e o Deportivo Tachira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Atletico Venezuela ficou sem tempo com o Metropolitanos. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atletico Venezuela tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Junior Rosales e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Libertad fica com o seu homem, e o Atletico Venezuela volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Atletico Venezuela perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Iván Jara, e o treinador deixou.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Plantel26/04/2027
David Osorio desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.