Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Brasil de Pelotas não o segura a fingir o contrário.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Marcelo Rangel e o Brasil de Pelotas acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Marcelo Rangel tem 38 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Vitor Queiroz assinar alguma coisa — um contrato no Brasil de Pelotas ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Anderson Mauro apontou a data.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Vitor Queiroz produziu-o, e o 8.83 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Vitor Queiroz. 2‑0 sobre o Barra, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Sérgio Fonseca e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Márcio Rocha, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
O banco21/09/2026
Rafael Neves tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Brasil de Pelotas dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Aos 27 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O Brasil de Pelotas tem uma decisão que se tomou sozinha.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Brasil de Pelotas vai tentar não fazer disso um caso.
Haverá conversa esta semana. Brasil de Pelotas vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel07/09/2026
Matheus Santos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Matheus Xavier está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.