83 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
0‑1 perante o nível do Vélez. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No La Equidad ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
90 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 29 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fernando Mina será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no La Equidad as despedidas começaram em silêncio.
Sergio Rey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
2‑0 frente ao Deportivo Cali, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Fernando Castillo está no centro dessa descrição.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No La Equidad ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sergio Rey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nota de 7.92. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Joher Ospina e o La Equidad acertam mais 4 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alfredo Zapata estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Felipe Zapata sai dessa comparação dentro da equipa, e o La Equidad beneficiou de cada uma dessas tardes.
O banco06/03/2028
Edwin Vargas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no La Equidad dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
O bancoFreddy Moreno pede uma conversa com o treinador
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Felipe Zapata não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Notas dos jogadores31/01/2028
Um golo de defesa dá a vitória ao La Equidad — 7.01
1 para Alfredo Zapata, avaliado com 7.01, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Hector Caicedo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Edwin Vargas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o La Equidad lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Fernando Castillo quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Contrato novo para o homem do banco, e a coisa mais clara que uma direcção pode dizer sem convocar uma conferência de imprensa. Prometer estabilidade é barato; entregá-la não é.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Plantel24/01/2028
Palavras no treino do La Equidad sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Edwin Vargas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mateo Gomez lesiona os ligamentos do joelho — 49 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sergio Rey e o La Equidad acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O La Equidad ofereceu $320.0K; o Atletico Bucaramanga disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Edwin Vargas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não se vê o fim da espera do AEL Larisa por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no AEL Larisa tem de arrancar um resultado de algum lado.
Pione Sisto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Ninguém no AEL Larisa sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
O PAOK fechou tudo por 2‑3. A época reduz-se ao campeonato, e no estádio já se sabia muito antes do apito final.
Jogo27/11/2027
Não se vê o fim da espera do AEL Larisa por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no AEL Larisa tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AEL Larisa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O PAOK segurou a vantagem 3 minutos, que não chega para a desfrutar. O AEL Larisa respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Dimitrios Tachtsidis depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Pione Sisto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gonzalo Melero, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luca Andrada está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Florent Hadergjonaj assinar alguma coisa — um contrato no AEL Larisa ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Segue-se o PAOK, e há um homem no balneário do AEL Larisa que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no AEL Larisa admitiria. Nota-se aos sábados.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o AEL Larisa terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AEL Larisa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 19 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No AEL Larisa vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» King Faisal Owusu e o AEL Larisa acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No AEL Larisa ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em AEL Larisa, e 7 jogos em 10 dizem que merece ser ouvido.
O banco08/11/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Dimitrios Tachtsidis a uma sala que já as tinha ouvido.
O Aris Thessaloniki vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O AEL Larisa foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Pione Sisto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Todos os reforços esperam por ele e todas as conferências de imprensa perguntam por ele até chegar. Chegou, o AEL Larisa tem o seu homem a marcar, e o segundo é sempre mais fácil.
Fernando Castillo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Erick Ferigra quer futebol continental; se o AEL Larisa o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Nikos Melissas tem a sua resposta do AEL Larisa; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Santos, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luca Andrada está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Yvann Maçon. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Aris Thessaloniki com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no AEL Larisa essa pergunta é mais difícil de responder.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 11 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AEL Larisa, e não vai ser retirado.
Derrota por 0‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco27/09/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Dimitrios Tachtsidis saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O banco27/09/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Erick Ferigra
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Ninguém no AEL Larisa dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Gonzalo Melero. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Pione Sisto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O AEL Larisa vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Dimitrios Tachtsidis depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Tem 19 anos e ninguém em AEL Larisa o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Plantel20/09/2027
Demasiada mudança demasiado depressa no AEL Larisa
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Em resumo
Notas dos jogadoresErick Ferigra nunca entrou no jogo
David Valencia lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1‑1 frente ao Universidad de Chile, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.70 para o resto.
Javier Mena e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel20/09/2027
Alfredo Zapata desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Edwin Vargas tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Vasilis Sourlis marcou, foi avaliado com 7.56 e voltou antes de alguém dar pela falta.
O negócio que levaria João Santos para o Atromitos caiu na fase final e ele reapresenta-se no AEL Larisa com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gaël Kakuta. 4‑3 sobre o Niki Volos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o AEL Larisa e o Niki Volos, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Edu Espiau esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
74 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Fernando Mina e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fernando Mina, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Roberto Vanegas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de La Equidad foi explícito quanto à situação de Luis Mena, o que é mais do que muitos recebem.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao La Equidad e lutar pelo meu lugar.» 0 jogos em 9 no AEL Larisa dizem o resto.
O banco23/08/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 2‑3, ditas por Felipe Rangel a uma sala que já as tinha ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AEL Larisa perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Savvas Mourgos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AEL Larisa as despedidas começaram em silêncio.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No AEL Larisa ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AEL Larisa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Perguntou-se ao Young Boys se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. João Santos pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Yvann Maçon. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nikos Melissas fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Thierry Moutinho apontou a data.
David Valencia lesiona os ligamentos do joelho — 105 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 105 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 11 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A proposta ficou muito aquém e em La Equidad não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção26/07/2027
Fecha o mercado: 2 entradas, 6 saídas no La Equidad
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 2, saíram 6, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Alianza Lima fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Jaen Pineda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/07/2027
Daniel Vargas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
150 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 86, e o Once Caldas passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O La Equidad perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Posição 3, 36 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
$290.0K era o máximo que o clube pagaria, e o America de Cali pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
49 dias de fora para Gonzalo Melero depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AEL Larisa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AEL Larisa perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O AEL Larisa perguntou e o Panathinaikos disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador reorganizou as ideias e Zisis Chatzistravos saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
O telefone voltou a tocar por causa de David Zapata, e desta vez do outro lado está o Inter Turku. No La Equidad ouvem com educação e não prometem nada.
Andrés Dávila e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 18. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel05/04/2027
David Valencia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Fernando Castillo quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 17 anos que sente como seu. Benjamín Alegre tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Fernando Castillo quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan José Aguilar, e o treinador deixou.
7.83, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O La Equidad tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco01/02/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Felipe Rangel, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Toda a gente no La Equidad viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
O La Equidad perguntou e o Estudiantes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Hector Caicedo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
95 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no La Equidad falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O La Equidad perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o La Equidad lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de La Equidad foi explícito quanto à situação de David Zapata, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jamil Lucumí, e o treinador deixou.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do La Equidad sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Daniel Vargas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Elías Bacre está em marcha
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Juan José Aguilar e o La Equidad acertam mais 3 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roberto Vanegas, e o treinador deixou.
Plantel12/10/2026
No La Equidad ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o La Equidad joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Edwin Vargas está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no La Equidad. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Carlos Sinisterra assinar alguma coisa — um contrato no La Equidad ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
Emprestados3 golos por empréstimo para Freddy Moreno
0‑0 frente ao Boca Juniors, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Faltavam 87 minutos e o Union Magdalena tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o La Equidad não parou para dar explicações.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.96 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Independiente Medellin segue em frente e o La Equidad vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. David Zapata quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Hector Caicedo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Felipe Rangel saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no La Equidad
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do La Equidad já se começa a dizer o nome dele no passado.
Vitória por 2‑0 sobre o Alianza Petrolera, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O America de Cali continuou a vir porque nada o travou, e ao La Equidad vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Fernando Mina não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Diego Muriel produziu-o, e o 8.15 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Daniel Vargas produziu-o, e o 8.10 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do La Equidad já se começa a dizer o nome dele no passado.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 89, e o Santa Fe passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Fernando Castillo quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Duvan Martinez e o La Equidad acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alfredo Zapata estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.