Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Parnu falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Erik Ojamaa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
24 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Parnu perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 64 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Parnu, e não vai ser retirado.
Karl Ojamaa lesiona os ligamentos do joelho — 90 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 90 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Artur Antonov agarrou este contra o Tammeka. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Parnu.
Jogo12/08/2026
Artur Antonov ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 119. Artur Antonov encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Tammeka passou do ponto ao nada num só movimento.
Jerry Orozco esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Artur Antonov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Konstantin Baranov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Parnu sabem-no, e também todos os que o veem.
Avaliado com 7.84. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.