O Ba entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Akuila Verevou fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Plantel26/03/2029
Epeli Singh lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ba ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Lucas Abarca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Seth Clark está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 6 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Faazil Ali, e o treinador deixou.
O banco26/03/2029
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Akuila Verevou saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
Notas dos jogadoresSeth Clark encarou-os todo o jogo
DireçãoEm Ba não entra ninguém enquanto não sair alguém
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Faazil Ali
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ba perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Notas dos jogadores19/03/2029
Max Anastasio, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.90
Um 7.90 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Will Smith será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ba as despedidas começaram em silêncio.
2‑3 para o Rewa, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel19/03/2029
Seth Clark desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Patrick Joseph e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Rewa; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ba perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Excel Okam não precisou: 8.03, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Lucas Abarca e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
11 dias desde que o banco ficou vago, uma lista de nomes a circular e ninguém assinou nada. A cada semana que isto se arrasta, a lista encurta.
As bancadas12/03/2029
Os adeptos do Ba encontraram um ídolo em Excel Okam
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Excel Okam tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Ba sobre quem trabalha
O comunicado agradeceu o trabalho e desejou sorte, por esta ordem e mais ou menos com estas palavras. A procura começa de imediato.
Plantel05/03/2029
Epeli Singh lesiona os ligamentos do joelho — 35 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Osea Lal não precisou: 7.74, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Direção05/03/2029
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Ba
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Patrick Joseph e o Ba acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel05/03/2029
Seth Clark desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ba coisas que levam mais de uma semana a retirar.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Ba perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Reuben Egan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ba as despedidas começaram em silêncio.
Lucas Abarca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Jolame Domonikibau agiu, no Ba, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel26/02/2029
Raj Pillay desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Abarca está nela.
Ninguém proibiu o clube de gastar; simplesmente não tem nada para gastar que não tenha primeiro arrecadado. Cada nome que entra vem com outro agarrado à saída.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Lucas Abarca treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Verba acordada, salário acordado, e o Nadi à espera com uma camisola. No Ba ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ba ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.