18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Fluminense; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $222.5K — um clube que quer Marlon Carabali ao ponto de perguntar duas vezes.
O Barranquilla queria mais do que $200.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Déiber Caicedo do Junior por $2.3M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2‑1 frente ao Instituto, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 94. O Instituto vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Cristian Gonzalez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Tem 17 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Nota 8.23 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel09/11/2026
Daniel Giraldo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Felipe Ávila.
67 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O La Equidad disse a Gabriel Cordoba que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Javier Gomez está nela.
Remates: 14, suficientes de posições em que um ponta de lança em forma mete dois. Não é um ponta de lança em forma.
O banco02/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Diego Cordoba não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do La Equidad também ninguém o escondia.
Hector Cardona lesiona os ligamentos do joelho — 74 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 74 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1‑1 frente ao Instituto, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Alfredo Montero está no centro dessa descrição.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alfredo Montero. 2‑0 sobre o Independiente Medellin, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Juan Manuel Mosquera e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelDaniel Giraldo desentende-se com um colega por causa das exigências
Plantel7 caras novas e o La Equidad ainda se está a conhecer
Hector Cardona lesiona os ligamentos do joelho — 96 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 96 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o outro clube fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Cristian Gonzalez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
119 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no La Equidad falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Javier Rodriguez compromete-se com o La Equidad por mais 2 anos.
Plantel14/09/2026
Palavras no treino do La Equidad sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Daniel Giraldo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Diego Cordoba depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Académico de Viseu tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Gabriel Cordoba e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco31/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Diego Cordoba a uma sala que já as tinha ouvido.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Juan Manuel Mosquera acabou de assinar pelo La Equidad e, por uma vez, a resposta importava.
Gabriel Cordoba esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do La Equidad e do America de Cali por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Manuel Mosquera e o La Equidad acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel24/08/2026
Palavras no treino do La Equidad sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Daniel Giraldo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco24/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 2‑4, ditas por Diego Cordoba a uma sala que já as tinha ouvido.
Cristian Gonzalez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Jose Caicedo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alfredo Montero, e o treinador deixou.
Avaliado com 7.84. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Daniel Giraldo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Diego Cordoba podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Miguel Mina
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Daniel Rodriguez não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o La Equidad lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Cristian Gonzalez e o La Equidad acertam mais 3 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Carlos Rios estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.