Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel20/03/2028
Duvan Mejia lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Envigado segurou a vantagem 1 minutos, que não chega para a desfrutar. O Real Cartagena respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco20/03/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Andres Montero saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Cartagena perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Cartagena, e não vai ser retirado.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Empate aos 89 minutos, depois de uma tarde que o Real Cartagena tinha praticamente arrumada. O Cortulua vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Disseram uma coisa a Mateo Morro e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Em resumo
PlantelIván Camacho desentende-se com um colega por causa das exigências
MercadoDilmer Tobar está livre para procurar outro sítio
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Cartagena perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um 2‑1 sobre o Deportivo Pereira, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mateo Morro, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iván Camacho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Mateo Morro sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
Duvan Mejia lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
0‑0 frente ao Patriotas, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
1 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Real Cartagena pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luis Quintero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Cartagena as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Luis Quintero acertou condições com o Deportivo Pereira para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Mateo Morro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 35 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jaen Pineda. 1‑0 sobre o Aguilas Doradas, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresJaen Pineda jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Dilmer Tobar
A raiva no Real Cartagena transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Cartagena perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Cartagena coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/02/2028
Iván Camacho desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel21/02/2028
7 caras novas e o Real Cartagena ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco21/02/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Andres Montero não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Real Cartagena também ninguém o escondia.
53 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Real Cartagena perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Cartagena podem fingir não ter ouvido.
Juan Sebastián Ramírez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Notas dos jogadores14/02/2028
Jaen Pineda fez o trabalho que ninguém conta — 7.84
12 ações combinadas e 7.84. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Duvan Mejia lesiona os ligamentos do joelho — 62 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 62 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Juan Sebastián Ramírez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Mateo Morro sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Notas dos jogadoresÁlex Guti passa por eles um de cada vez
69 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Cartagena perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Real Cartagena e o Santa Fe, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luis Guevara e o Real Cartagena acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
76 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Cartagena perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Um 0‑3 imposto pelo Millonarios é o tipo de resultado que esvazia o estádio muito antes do apito final.
Jogo22/01/2028
Não se vê o fim da espera do Real Cartagena por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Real Cartagena tem de arrancar um resultado de algum lado.
Direção24/01/2028
1 jogadores da formação sobem à equipa principal do Real Cartagena
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Camilo Rodriguez é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os dirigentes deixaram de mostrar afeto público ao treinador. No futebol, isso costuma ser a fase anterior ao comunicado curto.
Plantel17/01/2028
Duvan Mejia lesiona os ligamentos do joelho — 83 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 83 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético Tucumán fica com o seu homem, e o Real Cartagena volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel17/01/2028
7 caras novas e o Real Cartagena ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jaen Pineda assinar alguma coisa — um contrato no Real Cartagena ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marlon Balanta está nela.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Real Cartagena não tem uma boa resposta.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Real Cartagena a diferença vê-se da última fila.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Cartagena perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Guarani fica com o seu homem, e o Real Cartagena volta a uma lista com um nome riscado.
Juan Sebastián Ramírez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Alejandro Sinisterra é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Fabian Muriel passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Jose Moreno está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Kevin Ospina está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luis Guevara, e o treinador deixou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Luis Yanes e o Real Cartagena acertam mais 4 anos.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Real Cartagena sobre quem trabalha