35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mitre perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Mitre falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Rodrigo González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Brian Mieres estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mitre, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Mitre, mais uma semana sem a assinatura de Juan Alessandroni.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marcos Machado está nela.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 56 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Rodrigo González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Rosales estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
10 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Belgrano foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.01 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
14 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mitre coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Rosales está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresRodrigo González passa por eles um de cada vez