Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Goiás falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Danilo Cunha será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Goiás as despedidas começaram em silêncio.
Gilberto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tadeu assinar alguma coisa — um contrato no Goiás ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Lucas Ribeiro fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Goiás, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Goiás falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Diego Caito esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel08/02/2027
Gilberto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Lucas Ribeiro. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O banco08/02/2027
Hygor Souza tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Goiás dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Matematicamente garantida, e esta noite ninguém nesta cidade se deita cedo. Tenha acontecido o que tiver acontecido nesta época, ela acaba um escalão acima de onde começou.
Plantel04/01/2027
Fernando Pereira lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $1.1M porque Guilherme Pato é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
O Goiás ofereceu $1.3M; o Atlético Mineiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $495.0K — um clube que quer Wesley Dias ao ponto de perguntar duas vezes.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Goiás perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Goiás já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Goiás ofereceu $5.2M; o Atlético Mineiro disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goiás coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Gilberto compromete-se com o Goiás por mais 3 anos.
Plantel28/12/2026
Gilberto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Fernando Pereira lesiona os ligamentos do joelho — 29 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Stade de Reims queria mais do que $20.5M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Goiás já se começa a dizer o nome dele no passado.
O aperto de mão com o Bahia está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Goiás foi ao Atlético Mineiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Botafogo fica com o seu homem, e o Goiás volta a uma lista com um nome riscado.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $5.7M — um clube que quer Gustavo Scarpa ao ponto de perguntar duas vezes.
Aos 17 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.