16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O OFI perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no OFI coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 22. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Jogo06/03/2027
O OFI torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andreas Bouchalakis, e o treinador deixou.
24 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O OFI perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Miguel Luís produziu-o, e o 8.01 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Thiago Nuss esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do OFI e do Panetolikos por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no OFI sabem-no.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Eddie Salcedo no seu melhor
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O OFI perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1 para Giorgos Kanellopoulos, avaliado com 7.66, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Um ponto arrancado aos 98 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Foi preciso Giorgos Kanellopoulos marcar para trazer alguma coisa para casa: 2‑2 com o AEK, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
Plantel22/02/2027
Yoël Armougom desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O OFI perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Thiago Nuss e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco15/02/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Leonidas Galanopoulos foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Em resumo
PlantelYoël Armougom desentende-se com um colega por causa das exigências