O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Lokomotivi
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Plantel21/02/2028
Palavras no treino do Lokomotivi sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rhyan Modesto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Lokomotivi sabem-no.
Plantel21/02/2028
Demasiada mudança demasiado depressa no Lokomotivi
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Lokomotivi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Renato Beqaj apontou a data.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de David Asayure. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
DireçãoA formação do Lokomotivi continua a produzir
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Lokomotivi toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Lokomotivi, e não vai ser retirado.
A proposta ficou muito aquém e em Lokomotivi não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Plantel03/01/2028
Wisdom Acquah consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Wisdom Acquah acabou de assinar pelo Lokomotivi e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcos Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Lokomotivi perguntou e o Dila disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Lokomotivi joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Uma sondagem ao Dila para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Marcos Pedro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Vejo todos os jogos do Lokomotivi daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Sioni segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Goga Chakvetadze e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Lokomotivi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Lokomotivi admitiria. Nota-se aos sábados.