As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Ludogorets II ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Não se vê o fim da espera do Ludogorets II por uma vitória
Já são 66 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Ludogorets II tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Notas dos jogadores07/08/2028
Ivaylo Ivanov fez o trabalho que ninguém conta — 6.83
16 ações combinadas e 6.83. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Olivier Verdon esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 88. O Marek tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Ludogorets II terá de responder com minutos ou com uma transferência.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ludogorets II podem fingir não ter ouvido.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Hristo Despodov não precisou: 7.67, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Ludogorets II ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets II coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel31/07/2028
Palavras no treino do Ludogorets II sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iliyan Gatinski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Noah Sonko Sundberg, e o treinador deixou.
Ivo Grbić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iliyan Gatinski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
0‑5 frente ao Spartak 1918, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Plantel20/03/2028
Iliyan Gatinski desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Se a responsabilidade foi do guarda-redes ou dos dez à frente dele é a discussão que vai encher as conversas da cidade esta semana. E 3 defesas não a resolvem para nenhum dos lados.
Não se vê o fim da espera do Ludogorets II por uma vitória
Já são 60 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Ludogorets II tem de arrancar um resultado de algum lado.
2‑5 frente ao Sevlievo, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Notas dos jogadores13/03/2028
Hristo Despodov, 17 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.79
Um 7.79 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 17. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Ludogorets II e o Sevlievo, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets II coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 2‑5, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
5 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets II coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel06/03/2028
Palavras no treino do Ludogorets II sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iliyan Gatinski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iliyan Gatinski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Segue-se o CSKA Sofia II, e as duas equipas sabem fazer a conta. Ganhar, e a tabela fica com outro aspeto; perder, e fica com o aspeto que toda a gente temia.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 27 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 10 golos entre o Ludogorets II e o Belasitsa, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Vasil Paskov depois do 1‑9, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
1 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Ivelin Georgiev
54 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Ludogorets II sabe dizer em que semana.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 13 golos entre o Ludogorets II e o Vihren, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Ludogorets pagou $18.7M por Benjamín Rollheiser, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Verba acordada, salário acordado, e o Cherno More à espera com uma camisola. No Ludogorets ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Benjamín Rollheiser acabou de assinar pelo Ludogorets e, por uma vez, a resposta importava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ludogorets podem fingir não ter ouvido.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Benjamín Rollheiser do Santos por $18.7M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.