Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daouda Guindo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atletico Nacional as despedidas começaram em silêncio.
Joaquín Panichelli e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel15/10/2035
Amin Boudri desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Nacional, e não vai ser retirado.
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daouda Guindo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atletico Nacional as despedidas começaram em silêncio.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Joaquín Panichelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Equi Fernández chama-lhe outra coisa em privado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Gustavo Charrupi quer futebol continental; se o Atletico Nacional o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O St. Louis CITY SC tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Nacional, e não vai ser retirado.
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atletico Nacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Joaquín Panichelli esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As regras permitem-no e dói na mesma. Santiago Cena acertou condições com o Independiente Medellin para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Bryan Caicedo
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Nacional podem fingir não ter ouvido.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.02 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não há pior forma de perder um futebolista. Daouda Guindo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atletico Nacional ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Felipe Sánchez acabou de assinar pelo Atletico Nacional e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Nacional coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Quintero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Atletico Nacional lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel27/11/2034
Daouda Guindo sofre uma lesão muscular — 15 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Louey Ben Farhat será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atletico Nacional as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Nacional podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Equi Fernández quer futebol continental; se o Atletico Nacional o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel20/11/2034
Daouda Guindo consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Daouda Guindo acabou de assinar pelo Atletico Nacional e, por uma vez, a resposta importava.
Louey Ben Farhat esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jeremy Sarmiento está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Louey Ben Farhat, e o treinador deixou.
O banco20/11/2034
Martín Jiménez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atletico Nacional dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Chaverello Hellings acabou de assinar pelo Hamburger SV e, por uma vez, a resposta importava.
Kamil Grabara esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel23/01/2034
Daniel Svensson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Borussia Mönchengladbach fica com o seu homem, e o Hamburger SV volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do St. Pauli por Malik Pimpong foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Hamburger SV pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Khalil Fayad será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hamburger SV as despedidas começaram em silêncio.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Hamburger SV nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Plantel02/01/2034
Oscar Lenne consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Oscar Lenne acabou de assinar pelo Hamburger SV e, por uma vez, a resposta importava.
Leandro Morgalla e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Oso quer futebol continental; se o Hamburger SV o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel02/01/2034
Palavras no treino do Hamburger SV sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Daniel Svensson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daouda Guindo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hamburger SV as despedidas começaram em silêncio.
Malik Pimpong e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Daniel Svensson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Hamburger SV foi explícito quanto à situação de Sebastian Sebulonsen, o que é mais do que muitos recebem.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Hamburger SV ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Hamburger SV lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Para o Hamburger SV, cada ponto é agora uma discussão
Posição 18 e 6 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hamburger SV podem fingir não ter ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Daniel Svensson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco28/11/2033
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Hamburger SV
PlantelNão há lugar para Manuel Bahaty no desenho novo