100 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O MC Alger perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Boua Kane produziu-o, e o 8.56 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O MC Alger perdeu-o em tudo menos nos papéis.
22 golos e uma média de 7.46 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.97 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Abubacarr Sedi Kinteh marcou, foi avaliado com 7.98 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Já são 26 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
22 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o MC Alger beneficiou disso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do MC Alger, e não vai ser retirado.
Mohamed Zoungrana e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/01/2035
Franck Kessié desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco01/01/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Youcef Belkebla escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mohamed Zoungrana, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresElias Achouri encarou-os todo o jogo
19 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Boua Kane produziu-o, e o 8.87 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o MC Alger e o ES Ben Aknoun, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Plantel06/11/2034
Palavras no treino do MC Alger sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rayan Touzghar está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
17 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Notas dos jogadores09/10/2034
Nabil Belaili não podia pedir mais na estreia — 7.85
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.85, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Boua Kane. 1‑0 sobre o CR Belouizdad, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Mohamed Zoungrana e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém em campo chegou perto de Oumar Ngom
PlantelPalavras no treino do MC Alger sobre quem trabalha
Verba acordada, salário acordado, e o Olympique Akbou à espera com uma camisola. No MC Alger ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O ES Mostaganem tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O MC Alger ofereceu $140.0K; o JS Kabylie disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel10/07/2034
Palavras no treino do MC Alger sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rayan Touzghar está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mohamed Zoungrana e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O MC Alger vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
O MC Alger e o Lazio acertaram em $39.7M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O MC Alger perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o CS Constantine à espera com uma camisola. No MC Alger ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No MC Alger estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No MC Alger ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O MC Alger ofereceu $680.0K; o ES Setif disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O JS Kabylie aceitou o dinheiro. O que o ES Setif ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Posição 2, 79 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do ES Setif, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No ES Setif ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Yassin Yasser e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/06/2034
Palavras no treino do ES Setif sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iyad Mohamed está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mais um nome na lista: o ES Ben Aknoun fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Nabil Halliche. A resposta do ES Setif não mudou — para já.
O banco26/06/2034
Adiele Eriugo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no ES Setif dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nassim Brahimi, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Amine Slimani
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O ES Setif perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Iyad Mohamed e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
14 dias, diz o departamento médico, e os departamentos médicos são otimistas por profissão. A ficha de jogo vai parecer errada sem ele.
Plantel19/06/2034
Palavras no treino do ES Setif sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Brillani Soro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em ES Setif, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Yassin Yasser esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/05/2034
Parfait Guiagon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Adiele Eriugo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Nassim Brahimi apontou a data.
Iyad Mohamed esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel08/05/2034
Palavras no treino do ES Setif sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Brillani Soro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Houssem Tarzout está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no ES Setif, mais uma semana sem a assinatura de Samba Diba.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no ES Setif admitiria. Nota-se aos sábados.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O ES Setif sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Yassin Yasser
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de ES Setif ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no ES Setif coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O ES Setif não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Plantel27/03/2034
Brillani Soro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Boua Kane, e o treinador deixou.
O banco27/03/2034
Adiele Eriugo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no ES Setif dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Parfait Guiagon. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Parfait Guiagon produziu-o, e o 8.36 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do ES Setif, e não vai ser retirado.
Uma média de 7.35 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o ES Setif e o CR Belouizdad, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Em resumo
PlantelParfait Guiagon desentende-se com um colega por causa das exigências
Alvos de mercadoPorta fechada: Djé D'Avilla fica onde está
Rayane Abdelmadjid Mahrouz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel28/11/2033
Palavras no treino do ES Setif sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iyad Mohamed está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Iyad Mohamed esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Adiele Eriugo, e o treinador deixou.
Minuto 87, frente ao ES Ben Aknoun, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Plantel31/10/2033
Palavras no treino do ES Setif sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guy-Marcelin Kilama está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Abdelkader Feghouli depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
O banco31/10/2033
Houssem Tarzout tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no ES Setif dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Em resumo
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Parfait Guiagon
Notas dos jogadoresA única coisa que Adiele Eriugo não conseguiu
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.76 para o resto.
Yassin Yasser esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/10/2033
Palavras no treino do ES Setif sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Parfait Guiagon está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ahmed Farouk. 3‑1 sobre o JS Kabylie, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Iyad Mohamed esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
A proposta do CS Constantine por Parfait Guiagon foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do ES Setif, e não vai ser retirado.
O nome de Adiele Eriugo apareceu em conversas de que o ES Setif não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Direção05/09/2033
Fecha o mercado: 19 entradas, 18 saídas no ES Setif
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 19, saíram 18, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O ES Setif mexeu-se antes que outro pudesse: novo contrato para Abdelkader Feghouli, acertado em silêncio e anunciado em voz alta. As direções renovam com treinadores por muitas razões; a boa é aquela com que esta se parece.
Yassin Yasser e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Plantel05/09/2033
Iyad Mohamed desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Abdelhak Halliche é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
O ES Setif perguntou e o FC Lorient disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Plantel25/07/2033
Gabin Allambatnan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A proposta do JS Saoura por Adiele Eriugo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Iyad Mohamed esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O ES Setif perguntou e o MC Alger disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rafik Brahimi e o ES Setif acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O ES Setif já telefonou ao MC Alger. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Parfait Guiagon está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Akram Bouras. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.