Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 50 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 5 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Sebastian Rodriguez está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O banco08/11/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Carlos Martin, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Vitória por 3‑1 sobre o Chiapas, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yael Padilla não precisou: 7.76, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Óliver e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Yael Padilla tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Monterrey disse a Orbelín Pineda que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
A primeira derrota em 17 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Atlas; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Luis Gustavo Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco25/10/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Carlos Martin a uma sala que já as tinha ouvido.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O banco25/10/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Jorge Rodríguez
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Já são 17 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Posição 2, 27 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Santiago Mele esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 4 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Monterrey ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Monterrey perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 14 jogos sem derrota são uma base que o Monterrey não tinha no outono.
Notas dos jogadores20/09/2027
Gilberto Mora, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.03
Um 8.03 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Santiago Mele quer futebol continental; se o Monterrey o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Hugo Cuypers. 1‑0 sobre o Dorados, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Disseram uma coisa a Eliás Montiel e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Esteban Andrada
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Monterrey perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Nota 7.91 aos 21 anos, numa equipa que não faz concessões à idade. Não precisou de nenhuma, e parecia o homem menos nervoso em campo.
Plantel13/09/2027
Uma lesão muscular afasta Mateo García durante 17 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Monterrey vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Mateo García quer futebol continental; se o Monterrey o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Uroš Đurđević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Uroš Đurđević lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Já são 12 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Pachuca fica com o seu homem, e o Monterrey volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel30/08/2027
Uma lesão muscular afasta Diego Rossi durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Monterrey vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
18 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
52 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Monterrey perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fernando Valenzuela está a viver essa versão no Monterrey, e costuma notar-se no primeiro mês.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Monterrey pagou $1.9M por Fernando Valenzuela, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Pachuca fica com o seu homem, e o Monterrey volta a uma lista com um nome riscado.
Óliver esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Monterrey perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Esteban Andrada, e o treinador deixou.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Eliás Montiel tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Jogo14/08/2027
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Monterrey. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Em resumo
Notas dos jogadoresÓliver jogou uma tarde diferente da de toda a gente
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Monterrey perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Monterrey perguntou e o Porto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Dois golos e um 8.90 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo07/08/2027
Ninguém quer jogar contra o Monterrey neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Monterrey podem fingir não ter ouvido.
O Pachuca queria mais do que $2.2M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Stefan Medina lesiona os ligamentos do joelho — 76 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 76 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Monterrey vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Monterrey foi explícito quanto à situação de Jorge Rodríguez, o que é mais do que muitos recebem.
A enfermaria confirma 42 dias de paragem para Efrain Moreno, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
O banco26/04/2027
Ricardo Chávez tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Monterrey dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Monterrey, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Luca Orellano assinar alguma coisa — um contrato no Monterrey ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.92 para o resto.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Santiago Pérez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 16 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta seguiu esta semana para o Leon, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Monterrey ofereceu $980.0K; o Atlas disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Tijuana fica com o seu homem, e o Monterrey volta a uma lista com um nome riscado.
O golo que pôs o Guadalajara na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Monterrey empatou, 1 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Monterrey falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Köln pagou $16.4M e o Monterrey aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Gerardo Arteaga foi-se, as contas têm $16.4M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
$1.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Pachuca pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Óliver esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 33 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
0‑1 frente ao Leon, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Monterrey, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Pachuca, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Monterrey foi ao Atlas com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Monterrey foi ao Toluca com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $650.0K — um clube que quer Santiago Simón ao ponto de perguntar duas vezes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Monterrey falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Fidel Ambríz produziu-o, e o 8.22 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A proposta do America de Cali por Roberto de la Rosa foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo02/01/2027
Ninguém quer jogar contra o Monterrey neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Monterrey beneficiou disso.
O Monterrey foi ao Tijuana com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Monterrey falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Morelia vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Monterrey foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Eliás Montiel não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Hugo Cuypers e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
14 golos e uma média de 7.21 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Monterrey vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Monterrey perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O America de Cali tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Deportivo Cali por Alonso Aceves foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo19/12/2026
Ninguém quer jogar contra o Monterrey neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 63 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Monterrey perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Carlos Salcedo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Monterrey vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
31 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Monterrey perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Diego Rossi. 2‑1 sobre o Tijuana, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Monterrey, e 4 jogos em 13 dizem que merece ser ouvido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Fidel Ambríz tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Jogo05/12/2026
O Monterrey torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Monterrey vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
38 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Monterrey perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Monterrey disse a Orbelín Pineda que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Monterrey vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel23/11/2026
Carlos Frayde lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Posição 2, 30 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Óliver produziu-o, e o 8.32 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Óliver esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Carlos Martin foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Monterrey falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
54 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Monterrey perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Segue-se o Club America, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Luis Gustavo Sánchez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco16/11/2026
Eliás Montiel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Monterrey dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Monterrey, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Monterrey sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Segue-se o Club America, e há um homem no balneário do Monterrey que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Esteban Andrada fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Carlos Frayde lesiona os ligamentos do joelho — 61 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 61 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A série sem derrotas chega aos 14 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
7.93, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Esteban Andrada, e o treinador deixou.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
69 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Monterrey perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Vitória por 3‑0 sobre o Puebla, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Nota 7.78 aos 21 anos, numa equipa que não faz concessões à idade. Não precisou de nenhuma, e parecia o homem menos nervoso em campo.
Notas dos jogadores02/11/2026
Jesús Corona, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.82
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.82 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Joel Domínguez tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
A proposta do FC Nantes por Lucas Ocampos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Guadalajara, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Guadalajara fica com o seu homem, e o Monterrey volta a uma lista com um nome riscado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Fidel Ambríz marcou, foi avaliado com 7.42 e voltou antes de alguém dar pela falta.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $6.1M — um clube que quer Richard Ledezma ao ponto de perguntar duas vezes.
Óliver e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Ocampos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Esteban Andrada, e o treinador deixou.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lucas Ocampos e o Monterrey acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Monterrey coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel03/08/2026
Lucas Ocampos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Luca Orellano quer futebol continental; se o Monterrey o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Faltam 24 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.