Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cremonese ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Cremonese ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cremonese coisas que levam mais de uma semana a retirar.
500 jogos com estas cores. Uma entrega assim é cada vez mais rara, e as bancadas sabem-no.
Plantel24/05/2032
Palavras no treino do Cremonese sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lapo Nava está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Cremonese disse a Felipe Obradovich que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Avaliado com 7.62. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 45 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lapo Nava estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lapo Nava, e o treinador deixou.
Toda a gente no Cremonese viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 37 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Cremonese falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Salvatore Elia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/04/2032
Lapo Nava desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Cremonese disse a Robinio Vaz que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco05/04/2032
o treinador enfrenta as perguntas
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” o treinador depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
15 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cremonese perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Cremonese beneficiou disso.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.85 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valent Šavor será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cremonese as despedidas começaram em silêncio.
Joseph Sabobo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelSami Wattel desentende-se com um colega por causa das exigências
DireçãoOs salários levam 156% do que Cremonese recebem
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cremonese perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
David Stückler marcou, e pouco mais correu bem: 2‑4 para o Bari, e um caminho silencioso até ao balneário.
Plantel29/12/2031
Palavras no treino do Cremonese sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lapo Nava está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sami Wattel, e o treinador deixou.
Lucas Janson lesiona os ligamentos do joelho — 31 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. David Stückler será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cremonese as despedidas começaram em silêncio.
31 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Sami Wattel produziu-o, e o 8.20 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.13 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
As regras permitem-no e dói na mesma. Giacomo Gabbiani acertou condições com o Udinese para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jogo20/12/2031
O Cremonese torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lapo Nava estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Lucas Janson lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Felipe Obradovich quer futebol continental; se o Cremonese o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel15/12/2031
Sami Wattel desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Gabriele Garonetti e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Lucas Janson lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Posição 2, 25 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lapo Nava estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Christian Patitucci e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Matthias Braunöder está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Cremonese lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cremonese coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Sami Wattel treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco17/11/2031
Simon Bammens tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cremonese dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Matías De Felippe: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Cremonese a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Lapo Nava assinar alguma coisa — um contrato no Cremonese ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Sami Wattel marcou, foi avaliado com 7.86 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Plantel10/11/2031
Lapo Nava desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Sami Wattel. 2‑0 sobre o Pro Vercelli, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Direção10/11/2031
Os salários engolem 125% das receitas do Cremonese
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O banco10/11/2031
o treinador diz de sua justiça
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” o treinador sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cremonese ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel27/10/2031
Palavras no treino do Cremonese sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matthias Braunöder está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Gabriele Garonetti e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Matías De Felippe tem a sua resposta do Cremonese; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
7.85, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Cremonese tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco27/10/2031
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” o treinador foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Disseram uma coisa a Christian Patitucci e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Magallanes, e não vai ser retirado.
Guillermo López e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Soto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Aquino, e o treinador deixou.
Direção30/06/2031
Em Magallanes não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a Magallanes neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Magallanes joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.22 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Guillermo López esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/05/2031
Palavras no treino do Magallanes sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Soto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente no Magallanes viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Direção26/05/2031
Os salários engolem 85% das receitas do Magallanes
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Em resumo
O bancoA vista do banco
MercadoMarcos Curado está livre para procurar outro sítio