Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 34 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Yannick Bolasie esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Chapecoense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Walter Clar estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Rafinha acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Chapecoense substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Anderson. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Chapecoense a diferença vê-se da última fila.
Perotti e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Perotti assinar alguma coisa — um contrato no Chapecoense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Iván Arbello tem de reconquistar o que julgava seu. O Chapecoense não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
A equipa técnica deu a Mancha algo à parte. Se é uma fraqueza a ser corrigida ou uma virtude a ser afiada, ninguém de fora saberá até aparecer num sábado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Chapecoense podem fingir não ter ouvido.
Yannick Bolasie e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Chapecoense lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel31/01/2028
Palavras no treino do Chapecoense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Walter Clar está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel31/01/2028
9 caras novas e o Chapecoense ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel27/12/2027
Agustín Medina desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Horacio Igarzábal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Iván Arbello tem a sua resposta do Excursionistas; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gerónimo Rodríguez está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Excursionistas sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Iván Arbello treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Palavras no treino do Excursionistas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Agustín Medina está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Horacio Igarzábal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Plantel20/09/2027
Iván Arbello sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Horacio Igarzábal chama-lhe outra coisa em privado.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Alejandro Russo depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Tudo acordado com o San Telmo, tudo acordado com o jogador; só falta convencer um médico. A fotografia está a um dia ou dois.
Plantel28/06/2027
Palavras no treino do Excursionistas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Agustín Medina está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Horacio Igarzábal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 33 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Excursionistas é como lidar com um homem a quem deve muito.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 92. O Brown de Adrogué tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Excursionistas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Alan Espeche esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/02/2027
Palavras no treino do Excursionistas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Agustín Medina está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Acosta, e o treinador deixou.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
“Vejo todos os jogos do Excursionistas daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Real Pilar segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.