Nahuel Ríos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guillermo Enrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matías Budiño, e o treinador deixou.
Emprestados16/05/2033
Os golos continuam a chegar do exílio de Franco Tato
9 golos em 14 jogos no Comunicaciones — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Huracán alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Facundo Bruera: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Huracán a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Enzo Guerrero assinar alguma coisa — um contrato no Huracán ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Nahuel Ríos
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Huracán, e não vai ser retirado.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Guillermo Enrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Huracán perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Huracán coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel28/03/2033
Uma transferência que Matías Bazzi teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Matías Bazzi está a viver essa versão no Huracán, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Guillermo Enrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Huracán foi explícito quanto à situação de Leonel Juárez, o que é mais do que muitos recebem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Marcelo Pérez. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Segue-se o Tigre, e há um homem no balneário do Huracán que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
O fim chegou numa terça-feira, como costuma acontecer: uma reunião curta, um comunicado mais curto, e Alejandro Iglesias a esvaziar o gabinete antes do meio-dia. O ritual mais cruel do futebol, cumprido a horas.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Huracán ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Huracán, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Huracán coisas que levam mais de uma semana a retirar.
10 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Martín Rodríguez é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Alianza Lima tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O aperto de mão com o Vasco da Gama está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tigre perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Verba acordada, condições acordadas, e um exame que disse o contrário. Ele volta para o Dock Sud; o Tigre volta ao mercado; e ambos vão insistir que aqui não há história nenhuma.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Tigre estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $117.5K do que o Tigre pagou por Facundo Bruera é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Tigre, e não vai ser retirado.
65 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Brown de Adrogué perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Brown de Adrogué estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ian Corsaro será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Brown de Adrogué as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Brown de Adrogué fez a parte difícil com o San Lorenzo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Ian Corsaro pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brown de Adrogué coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jonatan Bogado assinar alguma coisa — um contrato no Brown de Adrogué ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
Plantel26 balizas a zeros e a luva de ouro para Gino Santilli
Emanuel Cecchini lesiona os ligamentos do joelho — 72 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 72 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta do Brasil de Pelotas por Léo Jacó foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brown de Adrogué coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Brown de Adrogué foi ao Tigre com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kevin Parzajuk está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Tigre fica com o seu homem, e o Brown de Adrogué volta a uma lista com um nome riscado.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Brown de Adrogué sabem-no, e também todos os que o veem.
5‑1 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Facundo Bruera produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Tigre ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
6 golos num jogo, Facundo Bruera na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Tigre nem ao Defensa y Justicia.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolás Domínguez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Notas dos jogadores22/11/2032
Luis Ángel Díaz jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.34. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresBruno Juncos jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Notas dos jogadoresJulián Ceballos jogou uma tarde diferente da de toda a gente
19 golos e uma média de 7.43 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A proposta do Belgrano por Facundo Bruera foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Kasper Høgh esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nicolás Domínguez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Tigre perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Facundo Bruera não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Uma média de 7.39 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Tigre coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/07/2032
Nicolás Domínguez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Estudiantes fica com o seu homem, e o Tigre volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ramiro Hernandes, e o treinador deixou.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Independiente Rivadavia já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Temperley por Elías Peralta foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valentín Matlis será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Independiente Rivadavia as despedidas começaram em silêncio.
Conrado Ibarra e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Tigre queria mais do que $180.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O Independiente Rivadavia perguntou e o San Lorenzo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Independiente Rivadavia vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Independiente Rivadavia perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Independiente Rivadavia podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Independiente Rivadavia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Banfield ninguém diz, e no Independiente Rivadavia ninguém gosta de estar a adivinhar.
A proposta seguiu esta semana para o Tigre, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Lucas Cuevas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O San Lorenzo queria mais do que $93.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Tigre falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Tigre já se começa a dizer o nome dele no passado.
A perseguição a Juan Miritello terminou com $480.0K a mudar de mãos e o Platense sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Ezequiel Cannavo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Tigre ofereceu $540.0K; o Newell's Old Boys disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.