21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O CSKA Moscow perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Posição 3, 66 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
14 ações combinadas e 7.65. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
9 golos e uma média de 7.24 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Pablo Solari está nela.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 2‑2, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Em resumo
EmprestadosO empréstimo de Daniil Odoevskiy mede-se pelo que não acontece
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o CSKA Moscow beneficiou disso.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matthis Abline e o CSKA Moscow acertam mais 4 anos.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
Não há pior forma de perder um futebolista. Maxim Mukhin pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Galymzhan Kenzhebek quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Em resumo
JogoAo fim de 5 jogos, o CSKA Moscow volta a perder
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O CSKA Moscow não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Aleksa Đurasović, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoMarco Carnesecchi tornou-se um homem de confiança do treinador
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O golo que pôs o Akron na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o CSKA Moscow empatou, 3 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Direção06/12/2032
Em CSKA Moscow, 99% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Em resumo
O bancoPablo Solari tornou-se um homem de confiança do treinador
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matthis Abline. 1‑0 sobre o Sochi, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marco Carnesecchi está nela.
O banco29/11/2032
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Maksim Zubov foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Segue-se o Akron, e há um homem no balneário do CSKA Moscow que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Em resumo
EmprestadosO empréstimo de Vadim Uljanov mede-se pelo que não acontece
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo06/11/2032
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Com 8 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Dribles concretizados: 16. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Direção08/11/2032
Em CSKA Moscow, 102% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Galymzhan Kenzhebek quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o CSKA Moscow será julgado por uma única coisa.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
15 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Segue-se o Spartak Moscow, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Direção11/10/2032
Os salários engolem 95% das receitas do CSKA Moscow
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Ninguém no CSKA Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Plantel04/10/2032
22 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Com 7 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 56 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o BATE à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Gleb Popolitov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Marco Carnesecchi e o CSKA Moscow acertam mais 3 anos.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
81 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Facundo Torres produziu-o, e o 8.83 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.29 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Facundo Torres. 3‑2 sobre o Dinamo Makhachkala, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Ruben Alte esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Pablo Solari não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jogo07/08/2032
Ninguém quer jogar contra o CSKA Moscow neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel09/08/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ramiro Di Luciano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Maxim Glushenkov. 2‑0 sobre o Akhmat, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
418 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
108 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Fakel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
7.76, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Em resumo
Plantel8 caras novas e o CSKA Moscow ainda se está a conhecer
O bancoMaxim Glushenkov tornou-se um homem de confiança do treinador
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Maxim Glushenkov tem a sua resposta do CSKA Moscow; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Plantel14/06/2032
5 jogadores do CSKA Moscow ao serviço das seleções
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 5 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel14/06/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no CSKA Moscow
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Pablo Solari quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Marco Carnesecchi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Maksim Samorodov assinar alguma coisa — um contrato no CSKA Moscow ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Roberto Fernández apontou a data.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/05/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Daniil Odoevskiy apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em CSKA Moscow, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel19/04/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em CSKA Moscow, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Christian e o CSKA Moscow acertam mais 3 anos.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Dmitry Vasiljev quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/04/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
11 golos em 28 jogos no Rubin — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No CSKA Moscow alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sergey Pinyaev está nela.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Pablo Solari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/03/2032
Dmitry Vasiljev desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Timofey Efimov e o CSKA Moscow acertam mais 3 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Danil Glebov, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Maksim Samorodov assinar alguma coisa — um contrato no CSKA Moscow ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
0‑2 perante o nível do Partizan. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Igor Diveev, e o treinador deixou.
5 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
2‑0 frente ao Spartak Moscow, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
O Stade de Reims aceitou o dinheiro. O que o CSKA Moscow ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do CSKA Moscow já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta seguiu esta semana para o AS Roma, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O CSKA Moscow perguntou e o Estudiantes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do CSKA Moscow têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. David Volk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Moscow as despedidas começaram em silêncio.
O telefone voltou a tocar por causa de Danil Glebov, e desta vez do outro lado está o OFK Beograd. No CSKA Moscow ouvem com educação e não prometem nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No CSKA Moscow estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Nikolay Poyarkov acertou condições com o Dinamo Makhachkala para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Esequiel Barco acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o CSKA Moscow substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.03 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
As regras permitem-no e dói na mesma. David Volk acertou condições com o Spartak Moscow para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Plantel22/12/2031
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Christian está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alexandr Sobolev produziu-o, e o 8.85 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do CSKA Moscow e do Akhmat por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 14 ações, 7.01, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Igor Diveev, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
7 vitórias seguidas fora de casa. Os adeptos que viajam são os mais verdadeiros, e esta época estão a ser pagos na única moeda que conta.
Notas dos jogadores24/11/2031
Alexei Gusyev, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.71
Um 7.71 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.74 para o resto.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Maxim Glushenkov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nikolay Poyarkov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Pablo Solari quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alexei Gusyev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Jamalutdin Abdulkadyrov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Disseram uma coisa a Vadim Uljanov e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Segue-se o Nizhniy Novgorod, e há um homem no balneário do CSKA Moscow que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Christian estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Maksim Zubov depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
3‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
Posição 2, 31 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Danil Glebov, e o treinador deixou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel13/10/2031
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Christian está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Antevisão13/10/2031
Os vizinhos são o próximo adversário do CSKA Moscow
Nada na semana que aí vem é normal. O Spartak Moscow no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
O banco13/10/2031
Pablo Solari tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no CSKA Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o CSKA Moscow terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Dmitry Vasiljev marcou, foi avaliado com 7.82 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Plantel06/10/2031
Uma transferência que Ruben Alte teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ruben Alte está a viver essa versão no CSKA Moscow, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Maxim Glushenkov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Dmitry Vasiljev. 1‑0 sobre o Rubin, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniil Odoevskiy, e o treinador deixou.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.48 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em CSKA Moscow já falam dele no passado.
Plantel29/09/2031
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Christian está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
1‑0 frente ao FH, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.66 para o resto.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em CSKA Moscow já falam dele no passado.
Plantel22/09/2031
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Christian está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Ordabasy por Fernando Costanza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Notas dos jogadores04/08/2031
Um golo de defesa dá a vitória ao CSKA Moscow — 7.86
1 para Dmitry Vasiljev, avaliado com 7.86, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Mais um nome na lista: o Krylya Sovetov fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Ivan Oblyakov. A resposta do CSKA Moscow não mudou — para já.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Dmitry Vasiljev quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Krasnodar fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não há pior forma de perder um futebolista. Mingiyan Badmaev pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Christian estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foma Zabelin lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O CSKA Moscow pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Notas dos jogadores21/07/2031
Um golo de defesa dá a vitória ao CSKA Moscow — 7.84
1 para Dmitry Vasiljev, avaliado com 7.84, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A proposta do Chaika por Yegor Besaev foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Isto não é rotação. Fernando Costanza está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no CSKA Moscow finge o contrário.
Plantel21/07/2031
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Christian está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Direção5 jogadores da formação sobem à equipa principal do CSKA Moscow
Posição 16 e 21 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ural perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
As bancadas30/06/2031
Os adeptos revoltam-se com a venda de Pablo Solari por $5.3M
Vai para o CSKA Moscow, o clube tem $5.3M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Ural fez a parte difícil com o Baltika, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Valery Tsarukyan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel30/06/2031
Ítalo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O aperto de mão com o Zenit está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Matvey Bardachev não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Zenit pagou $11.4M e o CSKA Moscow aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $49.5K do que o CSKA Moscow pagou por Daniil Frolkin é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Bamba Dieng foi-se, as contas têm $11.4M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel30/06/2031
Uma transferência que Pablo Solari teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Pablo Solari está a viver essa versão no CSKA Moscow, e costuma notar-se no primeiro mês.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Verba acordada, salário acordado, e o CSKA Moscow à espera com uma camisola. No Ural ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ural, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ilja Ishkov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Evgeny Bolotov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Maxim Sidelnikov está em marcha
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Verba acordada, salário acordado, e o Rostov à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Plantel23/06/2031
Uma transferência que Robert Renan teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Robert Renan está a viver essa versão no CSKA Moscow, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta seguiu esta semana para o Zenit, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
David Volk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no CSKA Moscow sabem-no.
Em resumo
PlantelAleksa Đurasović desentende-se com um colega por causa das exigências
Valery Tsarukyan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ítalo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Ural perguntou e o CSKA Moscow disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Ural disse a Kirill Popov que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco16/06/2031
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Nikita Goilo
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Ural, mais uma semana sem a assinatura de Aaron Collins.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Posição 3, 56 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O CSKA Moscow foi ao Ural com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O CSKA Moscow foi ao Rostov com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O CSKA Moscow foi ao Rostov com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ural, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ural ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Valery Tsarukyan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel09/06/2031
Ítalo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Evgeny Bolotov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bogdan Tsybrov está nela.
Pablo Solari anda nisto há tempo suficiente para saber como se sente uma primavera que corre mal, e está a senti-lo. Um vestiário com medo joga como um vestiário com medo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ural, e não vai ser retirado.
Valery Tsarukyan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ilja Ishkov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Yaroslav Dol e o Ural acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ural, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O treinador reorganizou as ideias e Dmitry Skopintsev saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Ural está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ural, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ural coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel26/05/2031
Ítalo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Ural ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ilja Ishkov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ural sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kirill Popov está nela.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ural ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ural coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/05/2031
Ítalo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Pablo Solari. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ural, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco19/05/2031
Tino Krešić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ural dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ilja Kalachev apontou a data.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ural ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ilja Ishkov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Ural, mais uma semana sem a assinatura de Aaron Collins.
O banco12/05/2031
Bogdan Tsybrov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ural dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ilja Kalachev apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ural, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Posição 16 e 21 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Danil Cheryshev treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Yaroslav Mikhailov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ítalo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Yaroslav Mikhailov foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ural coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ítalo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ural, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Ural sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.