83 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Young Boys perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O St. Gallen segue em frente e o Young Boys vai para casa, com um 1‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Niklas Hedl: 1 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Tobias Gulliksen e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Young Boys lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel21/03/2033
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Facinet Conté está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
90 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Young Boys perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel14/03/2033
Facinet Conté desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Hugo Picard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Notas dos jogadores14/03/2033
Alvyn Sanches jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.07. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Laurin Ulrich, e o treinador deixou.
104 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Young Boys perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 3, 43 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Flavius Daniliuc acabou de assinar pelo Young Boys e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel28/02/2033
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Facinet Conté está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Igor Miladinović e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco28/02/2033
Niklas Hedl tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Young Boys dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tobias Gulliksen treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Young Boys sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
111 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Young Boys perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Young Boys podem fingir não ter ouvido.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Keimer Sandoval acabou de assinar pelo Young Boys e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel21/02/2033
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Facinet Conté está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Young Boys fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alvyn Sanches está nela.
1‑0 frente ao Basel, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Young Boys podem fingir não ter ouvido.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Young Boys vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Posição 3, 40 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Young Boys beneficiou disso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Niall Huggins será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Young Boys as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Young Boys têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Young Boys vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel20/12/2032
Uma transferência que Facinet Conté teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Facinet Conté está a viver essa versão no Young Boys, e costuma notar-se no primeiro mês.
A primeira derrota em 13 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Luzern; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Facinet Conté volta a ser jogador do Young Boys, e a cidade tem a sua história do verão.
Um clube do seu país fez a pergunta, e ele nunca fingiu que não queria que lha fizessem. O Young Boys tem pela frente uma conversa que não vai ganhar com dinheiro.
Plantel20/12/2032
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dawda Camara está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Gauto será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Young Boys as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Young Boys a ouviu como outra coisa.
Tobias Gulliksen esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Maximilian Großer volta a ser jogador do Young Boys, e a cidade tem a sua história do verão.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Maximilian Großer está a viver essa versão no Young Boys, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dawda Camara estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Young Boys podem fingir não ter ouvido.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Young Boys nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel15/11/2032
Stevan Manuel consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Stevan Manuel acabou de assinar pelo Young Boys e, por uma vez, a resposta importava.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Niklas Hedl quer futebol continental; se o Young Boys o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel15/11/2032
Dawda Camara desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Stevan Manuel chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Derrick Köhn e o Young Boys acertam mais 3 anos.
Igor Miladinović e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
O bancoJacopo Fazzini tornou-se um homem de confiança do treinador
20 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Young Boys, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Gauto será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Young Boys as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Patrick Osterhage esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel18/10/2032
Allen Obando desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Patrick Osterhage, e o treinador deixou.
19 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Niklas Hedl quer futebol continental; se o Young Boys o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Allen Obando estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Segue-se o Basel, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
Igor Miladinović e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Young Boys perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Young Boys, e não vai ser retirado.
Petar Stanić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel30/08/2032
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Allen Obando está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Young Boys já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Young Boys coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel05/07/2032
Allen Obando desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O treinador reorganizou as ideias e Breel Embolo saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Anthony Racioppi: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
O Basel segue em frente e o Young Boys vai para casa, com um 2‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Plantel24/05/2032
56 dias de fora para Léo Leroy depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Young Boys vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Posição 2, 45 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
70 dias de fora para Léo Leroy depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Young Boys vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel10/05/2032
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Allen Obando está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Young Boys falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Allen Obando quer futebol continental; se o Young Boys o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel12/04/2032
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Allen Obando está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Young Boys coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/04/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no Young Boys
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Young Boys. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
2‑1 frente ao Zurich, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
2 defesas no desempate e um estádio que ainda as vai descrever daqui a vinte anos. A um guarda-redes basta-lhe uma noite destas para ficar na memória.
Jogo09/03/2032
Aurèle Amenda ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 98. Aurèle Amenda encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Zurich passou do ponto ao nada num só movimento.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Young Boys a ouviu como outra coisa.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Young Boys
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Young Boys a ouviu como outra coisa.
Plantel08/03/2032
Uma transferência que Léo Leroy teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Léo Leroy está a viver essa versão no Young Boys, e costuma notar-se no primeiro mês.
Lars Villiger e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel08/03/2032
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Allen Obando está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jacopo Fazzini está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Young Boys, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Unai Eguíluz, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel08/12/2031
Allen Obando desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 17 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Andu Kelati e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
0‑3. Há um nível que se joga todas as semanas, e é jogado por clubes que o fazem há cinquenta anos; uma noite destas é o que se sente ao chegar lá sem o ter feito.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Young Boys, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Lars Villiger esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel01/12/2031
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Hugo Picard está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Jacopo Fazzini no seu melhor
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan-José Perea será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Young Boys as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Hugo Picard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Allen Obando estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 20 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Young Boys podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan-José Perea será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Young Boys as despedidas começaram em silêncio.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel29/09/2031
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Herba Guirassy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Breel Embolo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ibrahim Salah, e o treinador deixou.
3‑0 frente ao Red Bull Salzburg, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Petar Stanić produziu-o, e o 8.49 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nathan Wood estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Denso Kasius, e o treinador deixou.
2 golos em vinte minutos com Petar Stanić no meio de tudo, e o Red Bull Salzburg sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Young Boys ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Verba acordada, salário acordado, e o Wil à espera com uma camisola. No Young Boys ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Young Boys, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Herba Guirassy estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Young Boys coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Young Boys perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo26/07/2031
Ninguém quer jogar contra o Young Boys neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Miguel Reichmuth será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Young Boys as despedidas começaram em silêncio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Niklas Hedl quer futebol continental; se o Young Boys o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Janis Antiste esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Herba Guirassy estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
As regras permitem-no e dói na mesma. Žiga Repas acertou condições com o Hartberg para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Teun Koopmeiners e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jesús Vázquez está nela.
Uma cláusula em que alguém insistiu há anos, numa negociação de que ninguém se lembra, acaba de pagar $1.0M ao Rapid Wien. Niklas Hedl saiu há muito tempo; o papel ficou.
Disseram uma coisa a Tyrese Campbell e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Young Boys, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Allen Obando quer futebol continental; se o Young Boys o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel02/06/2031
Nathan Wood desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Breel Embolo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O treinador reorganizou as ideias e Herba Guirassy saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Young Boys ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel12/05/2031
Uma lesão muscular afasta Niklas Hedl durante 16 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Young Boys vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Young Boys lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel12/05/2031
Palavras no treino do Young Boys sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nathan Wood está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Lars Villiger esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Young Boys, mais uma semana sem a assinatura de Edoardo Pieragnolo.
O banco12/05/2031
Petar Stanić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Young Boys dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Young Boys, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.