O Santa Clara aceitou o dinheiro. O que o Gil Vicente ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Gil Vicente lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Zé Carlos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Varzim queria mais do que $81.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Plantel26/06/2028
Paya Pichkah desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O aperto de mão com o Trofense está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $344.9K — um clube que quer Iseppe ao ponto de perguntar duas vezes.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Carlos Eduardo e o Gil Vicente acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
$310.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Nacional pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Sporting CP queria mais do que $16.1M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A proposta do 1º Dezembro por Martín Fernández foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Paya Pichkah agiu, no Gil Vicente, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Casa Pia fica com o seu homem, e o Gil Vicente volta a uma lista com um nome riscado.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $89.0K — um clube que quer Daniel Benchimol ao ponto de perguntar duas vezes.
A proposta seguiu esta semana para o Nacional, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Zé Carlos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Santa Clara pagou $850.0K e o Gil Vicente aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Zé Carlos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jonathan Buatu, e o treinador deixou.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Gil Vicente. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Gil Vicente beneficiou disso.
Sergio Barcia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel22/05/2028
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Sergio Barcia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel08/05/2028
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Murilo Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Gil Vicente ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Gil Vicente, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
8 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Direção01/05/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Gil Vicente
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Jogo29/04/2028
Não se vê o fim da espera do Gil Vicente por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Gil Vicente tem de arrancar um resultado de algum lado.
Dribles concretizados: 22. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel01/05/2028
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Empate aos 91 minutos, depois de uma tarde que o Gil Vicente tinha praticamente arrumada. O Porto vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Rodrigo Pinto lesiona os ligamentos do joelho — 22 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 22 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gil Vicente ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Iliyas Äbil pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Sergio Barcia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlos Eduardo, e o treinador deixou.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Gil Vicente sabem-no.
Rodrigo Pinto lesiona os ligamentos do joelho — 31 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Sergio Barcia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel03/04/2028
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Murilo Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Gil Vicente, mais uma semana sem a assinatura de Samuel Portugal.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Gil Vicente sabem-no.
Rodrigo Pinto lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Sergio Barcia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/03/2028
Murilo Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jonathan Buatu, e o treinador deixou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Gil Vicente disse a Luis Quintero que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Gil Vicente, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Segue-se o Estoril Praia, e há um homem no balneário do Gil Vicente que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Gil Vicente pode pedir e sobe o salário que Jonathan Buatu pode exigir.
45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Gil Vicente perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Jonathan Buatu tem a sua resposta do Gil Vicente; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Gil Vicente disse a Sergio Barcia que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Em resumo
PlantelNo Gil Vicente ainda são estranhos uns para os outros
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Sergio Barcia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/03/2028
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Murilo Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Gil Vicente sabem-no.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Zé Carlos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel06/03/2028
Murilo Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 13 ações combinadas e uma nota de 6.46, e nenhuma delas entrará num resumo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores28/02/2028
Um golo de defesa dá a vitória ao Gil Vicente — 7.08
1 para Weverson, avaliado com 7.08, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Minuto 90, frente ao Estrela da Amadora, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Em resumo
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Sergio Barcia
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Carlos Eduardo quer futebol continental; se o Gil Vicente o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/02/2028
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Murilo Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zé Carlos, e o treinador deixou.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Gil Vicente admitiria. Nota-se aos sábados.
Em resumo
O bancoGabriel Índio pede uma conversa com o treinador
Notas dos jogadoresTidjany Touré encarou-os todo o jogo
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Murilo Souza produziu-o, e o 8.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Direção07/02/2028
O Gil Vicente fecha o mercado com um plantel feito por si
9 entradas e 3 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Três pontos para o Gil Vicente: um 3‑2 diante do Rio Ave num duelo decidido por pormenores.
Plantel07/02/2028
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Oliveirense fica com o seu homem, e o Gil Vicente volta a uma lista com um nome riscado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Gil Vicente vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Penafiel pode já não estar a vender.
17 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Gil Vicente perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Alvos de mercado31/01/2028
$500.0K põem os clubes de acordo sobre Mario Rivas
O Penafiel aceitou o dinheiro. O que o Gil Vicente ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Benfica ninguém diz, e no Gil Vicente ninguém gosta de estar a adivinhar.
Nota de 6.73 em 14 ações nas duas áreas. Médios assim são descritos como pouco vistosos por quem nunca tentou jogar contra um.
Plantel31/01/2028
Murilo Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Gil Vicente perguntou e o Sporting CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
26 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Gil Vicente perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
Zé Carlos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Gil Vicente perguntou e o Sporting CP disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jonathan Buatu, e o treinador deixou.
Weverson lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gil Vicente ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
A perseguição a Khalid Hachadi terminou com $310.0K a mudar de mãos e o Pacos de Ferreira sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/01/2028
Uma transferência que Khalid Hachadi teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Khalid Hachadi está a viver essa versão no Gil Vicente, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel17/01/2028
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Weverson lesiona os ligamentos do joelho — 29 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel03/01/2028
Kacper Pasiek consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Kacper Pasiek acabou de assinar pelo Gil Vicente e, por uma vez, a resposta importava.
Zé Carlos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel03/01/2028
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Gil Vicente perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
0‑3 para o Porto, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Samuel Portugal, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
Zé Carlos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel13/12/2027
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A enfermaria confirma 28 dias de paragem para Iliyas Äbil, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
O banco13/12/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Mahmut Topcu foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tidjany Touré treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Segue-se o Braga, e há um homem no balneário do Gil Vicente que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ricardo Esgaio e o Gil Vicente acertam mais 2 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Gil Vicente lida com um homem que quer outro país.
Disseram uma coisa a Murilo Souza e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
12 ações combinadas e 6.44. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Gabriel Índio compromete-se com o Gil Vicente por mais 4 anos.
O banco29/11/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Mahmut Topcu a uma sala que já as tinha ouvido.
Murilo Souza, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.97
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.97 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sergio Bermejo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gil Vicente as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel22/11/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Mahmut Topcu sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
11 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Em resumo
O bancoChris Ramos descontente com a função que lhe dão
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/11/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nada foi anunciado, porque estas coisas nunca são. A ficha de jogo simplesmente deixou de se parecer com o que era há 2 jogos, e não voltou a parecer-se. Todos os adeptos repararam na mesma semana e a nenhum foi dito.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Agustín Moreira, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Zé Carlos: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Gil Vicente a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Resolvido internamente, que é a expressão que um clube usa quando preferia que ninguém perguntasse duas vezes. Vai ser multado, vai pedir desculpa, e vai jogar no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um ponto arrancado aos 86 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Envolveu Martín Fernández, foi alto o suficiente para chegar ao parque de estacionamento, e ao almoço já tinha acabado. Os balneários aquecem; os que devem preocupar são os silenciosos.
Murilo Souza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Disseram uma coisa a Murilo Souza e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.04 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gil Vicente ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Estrela da Amadora passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo16/10/2027
Não se vê o fim da espera do Gil Vicente por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Gil Vicente tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Gil Vicente lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
15 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Gil Vicente disse a Chris Ramos que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Gil Vicente, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Gil Vicente. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Tidjany Touré fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Ammar Ramadan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel04/10/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Gil Vicente lida com um homem que quer outro país.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Mahmut Topcu depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O Felgueiras está fora e o Gil Vicente segue em frente, com um 7‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Gil Martins não precisou: 7.91, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
8 golos num jogo, Carlos Eduardo na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Gil Vicente nem ao Felgueiras.
Plantel20/09/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Carlos Eduardo no seu melhor
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Héctor Hernández regressa a Gil Vicente com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Notas dos jogadores13/09/2027
Gui Negão, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.61
Um 7.61 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/09/2027
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Porto fica com o seu homem, e o Gil Vicente volta a uma lista com um nome riscado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Grazer AK tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sergio Bermejo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gil Vicente as despedidas começaram em silêncio.
A proposta do Atlético CP por Agustín Moreira foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/08/2027
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O São João de Ver tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Pacos de Ferreira por Ammar Ramadan foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O LOSC Lille pagou $7.0M e o Gil Vicente aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Oumar Camara foi-se, as contas têm $7.0M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel23/08/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Gil Vicente perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Gil Vicente lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Porto fica com o seu homem, e o Gil Vicente volta a uma lista com um nome riscado.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Gil Vicente joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Plantel09/08/2027
No Gil Vicente ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
A proposta do Marco 09 por Jonathan Buatu foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O nome de Sergio Bermejo apareceu em conversas de que o Gil Vicente não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel02/08/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Gil Vicente sabem-no.
O treinador reorganizou as ideias e Héctor Hernández saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Uma sondagem ao Santos para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Mais um nome na lista: o 1º Dezembro fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Martín Fernández. A resposta do Gil Vicente não mudou — para já.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Gil Vicente, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
O Gil Vicente ofereceu $2.9M; o Penafiel disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Mais um nome na lista: o Torreense fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Joelson Fernandes. A resposta do Gil Vicente não mudou — para já.
Facundo Cáseres esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Gil Vicente perguntou e o Porto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Gil Vicente, mais uma semana sem a assinatura de Samuel Portugal.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucão, e o treinador deixou.
O fim chegou numa terça-feira, como costuma acontecer: uma reunião curta, um comunicado mais curto, e Lucas Teixeira a esvaziar o gabinete antes do meio-dia. O ritual mais cruel do futebol, cumprido a horas.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O BATE tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta seguiu esta semana para o Penafiel, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Gil Vicente lida com um homem que quer outro país.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A proposta do Marco 09 por Jonathan Buatu foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gil Vicente ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel28/06/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Gil Vicente perguntou e o Porto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o 1º Dezembro à espera com uma camisola. No Gil Vicente ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel21/06/2027
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Benfica fica com o seu homem, e o Gil Vicente volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
A proposta do Marco 09 por Pedro Sanca foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Murilo Souza quer futebol continental; se o Gil Vicente o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Carlos Eduardo e o Gil Vicente acertam mais 4 anos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Gil Vicente, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Tomás Sugo e o Gil Vicente acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Gil Vicente ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Ninguém no Gil Vicente dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Gil Vicente, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
0 jogos e 0 golos não são uma época: são um ano que alguém perdeu. Se a culpa é dele, do clube que o acolheu ou de quem tratou do assunto é a discussão das próximas semanas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pedro Sanca será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gil Vicente as despedidas começaram em silêncio.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
10 golos em 7 jogos no Volta Redonda — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Gil Vicente alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Gil Vicente, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Murilo Souza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/05/2027
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Agustín Moreira, e o treinador deixou.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Gil Vicente essa pergunta é mais difícil de responder.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Gil Vicente. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
A língua vai chegando, as piadas acertam e há alguém no cabide ao lado com quem falar. Nada disto aparece num relatório de observação e tudo isto se vê em campo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/05/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roko Baturina, e o treinador deixou.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Gil Vicente disse a Gabriel Índio que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco10/05/2027
Agustín Moreira tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Gil Vicente dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gil Vicente ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/04/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 16. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
O banco26/04/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Lucas Teixeira saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
AntevisãoO Gil Vicente mede-se com a equipa que todos perseguem
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Facundo Cáseres marcou, foi avaliado com 7.87 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/04/2027
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oumar Camara, e o treinador deixou.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Gil Vicente e lutar pelo meu lugar.» 4 jogos em 33 no São João de Ver dizem o resto.
O banco19/04/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Lucas Teixeira foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Gil Vicente terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Gui Negão não precisou: 7.77, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
A forma vai e vem; esta não foi. Gui Negão tem 20 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Notas dos jogadores05/04/2027
Um golo de defesa dá a vitória ao Gil Vicente — 7.97
1 para Diogo Prioste, avaliado com 7.97, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Gil Vicente lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Gil Vicente e do Alverca por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Ammar Ramadan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel29/03/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Gil Vicente sabem-no.
O banco29/03/2027
José Silva tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Gil Vicente dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/03/2027
Jonathan Buatu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Gil Vicente lida com um homem que quer outro país.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Gil Vicente lida com um homem que quer outro país.
Ammar Ramadan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jonathan Buatu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Samuel Portugal, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
O empréstimo devia dar-lhe jogos. 2 partidas e 0 golos depois, está de volta ao Gil Vicente sem ter avançado, e todos os envolvidos vão explicar por que não foi obra sua.
Ammar Ramadan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
7 golos num jogo, Ammar Ramadan na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Gil Vicente nem ao Benfica.
Plantel22/02/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 6.50, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/02/2027
Palavras no treino do Gil Vicente sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Buatu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oumar Camara, e o treinador deixou.
Notas dos jogadores15/02/2027
Ammar Ramadan fez o trabalho que ninguém conta — 6.57
9 ações combinadas e 6.57. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Facundo Cáseres não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O Portimonense aceitou o dinheiro. O que o Gil Vicente ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Direção01/02/2027
Fecha o mercado: 1 entradas, 3 saídas no Gil Vicente
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 1, saíram 3, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pedro Sanca será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gil Vicente as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Atalanta fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O Santa Clara vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Gil Vicente foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
A proposta do Amarante por Jonathan Buatu foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Gil Vicente perguntou e o Cremonese disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Jogo02/01/2027
Não se vê o fim da espera do Gil Vicente por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Gil Vicente tem de arrancar um resultado de algum lado.
6 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Gil Vicente lida com um homem que quer outro país.
Marvin Elimbi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Mais um nome na lista: o Académica fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Antonio Espigares. A resposta do Gil Vicente não mudou — para já.
O 1º Dezembro está fora e o Gil Vicente segue em frente, com um 2‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. José Silva não precisou: 7.70, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.84 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gil Vicente coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. José Silva tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Gil Vicente podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Gil Vicente já se começa a dizer o nome dele no passado.
Mercado07/09/2026
Tão perto: a transferência de Antonio Espigares morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Leganés seguiu em frente, Antonio Espigares apresenta-se de volta no Gil Vicente, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Direção07/09/2026
Fecha o mercado: 10 entradas, 11 saídas no Gil Vicente
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 10, saíram 11, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel07/09/2026
8 caras novas e o Gil Vicente ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Ricardo Esgaio está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gil Vicente, e não vai ser retirado.
O Tondela pagou $870.0K e o Gil Vicente aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Gil Vicente e do Nacional por igual; os restantes divertiram-se imenso.
O Gil Vicente perguntou e o Flamengo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.