Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Manaus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fernando Escobar, e o treinador deixou.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Manaus sabe em que fase está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Leonan. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Uma audição de uma época inteira: o passe continua a ser do River Plate, mas a camisola e os minutos são do Manaus. Um empréstimo é uma aposta que ambos os clubes acreditam estar a ganhar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Agdon estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fluminense fica com o seu homem, e o Manaus volta a uma lista com um nome riscado.
Uma sondagem ao River Plate para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Perguntou-se ao Racing Club se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Manaus sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Manaus não o segura a fingir o contrário.
Uma audição de uma época inteira: o passe continua a ser do Vasco da Gama, mas a camisola e os minutos são do Manaus. Um empréstimo é uma aposta que ambos os clubes acreditam estar a ganhar.
Hyuri e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Manaus, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Fernando Escobar assinar alguma coisa — um contrato no Manaus ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Hyuri produziu-o, e o 9.12 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Leonan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel30/11/2026
Agdon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Metade do calendário jogado, 5.º lugar, 26 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.18 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Manaus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Darley e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Manaus não o segura a fingir o contrário.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Manaus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alex Moretti, e o treinador deixou.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Samuel Santos sai dessa comparação dentro da equipa, e o Manaus beneficiou de cada uma dessas tardes.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Manaus, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco02/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Felipe Batista não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Manaus também ninguém o escondia.
Dribles concretizados: 36. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Jogo24/10/2026
Igor Pimenta ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 92. Igor Pimenta encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Altos passou do ponto ao nada num só movimento.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Samuel Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nota 8.24 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel26/10/2026
22 caras novas e o Manaus ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Felipe Batista podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
PlantelO melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Manaus
Toda a gente no Manaus viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 36 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Três pontos para o Manaus: um 2‑0 diante do Manauara num duelo decidido por pormenores.
Plantel19/10/2026
Diego Mota melhorou aos 24, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Já são 50 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Leonan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 38 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Manaus é como lidar com um homem a quem deve muito.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Manaus, mais uma semana sem a assinatura de Hyuri.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Blas Valenzuela e o Manaus acertam mais 1 anos.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco05/10/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Felipe Batista não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Manaus também ninguém o escondia.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.69 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 3‑0, Felipe Batista podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diego Mota, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Manaus, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Samuel Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Parnahyba foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Vitor Rodrigues está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Manaus não o segura a fingir o contrário.
Avaliado com 7.80. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Felipe Batista sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Leonan acabou de assinar pelo Manaus e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel07/09/2026
Uma lesão muscular afasta Luiz Felipe durante 14 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Manaus vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Darley e o Manaus acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Manaus coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Rodrigo Dias acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Manaus substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Manaus, mais uma semana sem a assinatura de Fernando Escobar.
Mercado07/09/2026
Darley traz os cabelos brancos que faltavam ao Manaus
Aos 36, já viu todas as situações que esta época pode produzir, duas vezes. As pernas serão geridas; a compra é a cabeça.
Ninguém vende um lugar anual com uma contratação destas. Qualquer treinador que tenha passado um mau outubro quer uma assim, e o Manaus foi buscar a sua cedo.
Um 1‑0 sobre o Guarani, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
O banco03/08/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Wesley Nardo, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Darley deixa o Retrô pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.