O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Gilbert Bandama não precisou: 7.92, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Kfar Saba coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para César Horst, e o treinador deixou.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O Hapoel Tel Aviv segue em frente e o Hapoel Kfar Saba vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
As bancadas28/09/2026
As bancadas já chegaram ao limite
«Andamos atrás de vocês por todo o lado e recebemos isto.» 11 dos 30 jogadores do plantel principal ouviram-no ao sair, e quem não ouviu é porque não jogou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Kfar Saba coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Aviv Avraham, e o treinador deixou.
Aos 24 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Em resumo
Notas dos jogadoresUma tarde que Júlio César vai querer de volta
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Kfar Saba coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para César Horst, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Hapoel Kfar Saba, mais uma semana sem a assinatura de David Idowu.
Luis Alberto López tem 33 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
É o negócio menos glamoroso que um clube faz e a razão por que as épocas não desabam em fevereiro. Brian Vega está cá para as semanas em que há três lesionados e alguém tem de jogar na mesma.
David Idowu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Hapoel Kfar Saba, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Hapoel Kfar Saba sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Niv Antman continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Uma transferência que Aviv Avraham teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Aviv Avraham está a viver essa versão no Hapoel Kfar Saba, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Júlio César e o Hapoel Kfar Saba acertam mais 2 anos.
Júlio César esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.