O Atlético Mineiro foi ao Bahia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Alvos de mercado04/12/2028
Verba fechada, faltam as condições de Luan Cândido
O Atlético Mineiro e o Bragantino acertaram em $2.8M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Plantel04/12/2028
60 dias de fora para Murillo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Atlético Mineiro vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Atlético Mineiro a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Mineiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atlético Mineiro falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Notas dos jogadores30/10/2028
Ryan Francisco, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.47
Um 8.47 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.20 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bernard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlético Mineiro as despedidas começaram em silêncio.
João Palhinha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Igor Gomes. 3‑1 sobre o Juventude, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel30/10/2028
Fausto Vera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há uma impotência muito própria em sofrer 3 vezes antes do minuto vinte. O Juventude tentou reorganizar-se, o Atlético Mineiro não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fernandinho, e o treinador deixou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 117 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ruan Tressoldi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlético Mineiro as despedidas começaram em silêncio.
Gustavo Scarpa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fausto Vera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vinícius Lira, e o treinador deixou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlético Mineiro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Atlético Mineiro ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Igor Cariús e o Atlético Mineiro acertam mais 1 anos.
Derrota por 1‑3, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel07/08/2028
Fausto Vera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 21 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Atlético Mineiro vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Atlético Mineiro perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do San Marcos de Arica por Igor Rabello foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
João Palhinha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Atlético Mineiro já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. João Palhinha agiu, no Atlético Mineiro, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
4 entradas e 7 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» João Palhinha e o Atlético Mineiro acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Mineiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Atlético Mineiro sobre quem trabalha
O aperto de mão com o Ceará está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta do Boston River por Iván Román foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Atlético Mineiro ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Atlético Mineiro fez a parte difícil com o Mainz 05, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Fred e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Gustavo Scarpa e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
O banco29/05/2028
Renan Lodi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlético Mineiro dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Márcio Rocha sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Atlético Mineiro têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Gabriel Grando: 1 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Gustavo Scarpa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fausto Vera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.48. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Fred está nela.
Ryan Francisco, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.66
Um 7.66 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Gustavo Scarpa e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fausto Vera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
O banco01/05/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Márcio Rocha saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
PlantelUm clube mais pequeno assentaria agora a Renan Lodi
Fernandinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel24/04/2028
Fausto Vera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alexsandro e o Atlético Mineiro acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlético Mineiro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Mineiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção17/04/2028
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Atlético Mineiro
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Mirassol foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Caio Teixeira está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Victor Nardo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Gustavo Scarpa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/04/2028
Fausto Vera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Mineiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fausto Vera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Do centro de treinos dizem que foi o mais afiado da semana inteira. É a notícia mais silenciosa de um jornal e costuma sair na semana anterior a alguém entrar no onze.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Mineiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fausto Vera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Atlético Mineiro não tem uma boa resposta.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlético Mineiro sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Atlético Mineiro perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlético Mineiro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Luís Gustavo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Gustavo Scarpa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Everson está nela.
Fernandinho fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Fabricio treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Hapoel Kiryat Shmona tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Gustavo Scarpa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fausto Vera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Iván Román e o Atlético Mineiro acertam mais 5 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Renan Lodi está nela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Igor Rabello apontou a data.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Mineiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atlético Mineiro sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gabriel Grando treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
0‑5 para o Bragantino, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Igor Cariús agiu, no Atlético Mineiro, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlético Mineiro ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Mineiro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Burgos fica com o seu homem, e o Atlético Mineiro volta a uma lista com um nome riscado.
Mais um nome na lista: o Parana fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre João Teixeira. A resposta do Atlético Mineiro não mudou — para já.
Plantel20/12/2027
Fausto Vera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 45 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Gustavo Scarpa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Fred está nela.