Verba acordada, salário acordado, e o Lagarto à espera com uma camisola. No Santa Cruz ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Cruz, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Guarani, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Robinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Santa Cruz não o segura a fingir o contrário.
Roni Lobo consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Roni Lobo acabou de assinar pelo Santa Cruz e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Cruz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Juventude fica com o seu homem, e o Santa Cruz volta a uma lista com um nome riscado.
Perguntou-se ao Bragantino se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Perguntou-se ao San Martín SJ se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Favela está nela.
63 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Cruz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pedro Paulo, e o treinador deixou.
2.º lugar, 34 pontos, e todos os resultados até aqui reduzidos a uma linha. A segunda volta começa com o mesmo plantel e outras expectativas.
Plantel30/11/2026
Gabriel Souza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Quirino treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.93 ao lado do nome.
Robinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 15 ações combinadas e uma nota de 7.67, e nenhuma delas entrará num resumo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Felipe Alves, e o treinador deixou.
Plantel21/09/2026
Palavras no treino do Santa Cruz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bruno Oliveira está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Danilo Monteiro depois do empate por 2‑2, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
O Jequié vai querer esquecer isto depressa: 14‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Santa Cruz foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Ariel Nahuelpán agarrou este contra o ASA. 3‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Santa Cruz.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ariel Nahuelpán produziu-o, e o 8.88 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Matheus Régis produziu-o, e o 9.51 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.24 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Cruz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Notas dos jogadoresRobinho jogou uma tarde diferente da de toda a gente