Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no São Paulo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O São Paulo foi ao Lecce com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Verba acordada, salário acordado, e o Cascavel à espera com uma camisola. No São Paulo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$7.9M era o máximo que o clube pagaria, e o Monza pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Talleres tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Em resumo
Notas dos jogadoresZé Roberto, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.86
100 dias de fora para Victor Sá depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O São Paulo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Porto fica com o seu homem, e o São Paulo volta a uma lista com um nome riscado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O São Paulo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta seguiu esta semana para o Monza, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Paulo, e não vai ser retirado.
A proposta do Saburtalo por Crystopher foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo12/06/2027
Não se vê o fim da espera do São Paulo por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no São Paulo tem de arrancar um resultado de algum lado.
Em resumo
Alvos de mercadoCaro demais: o São Paulo desiste de Kauan
Não se vê o fim da espera do São Paulo por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no São Paulo tem de arrancar um resultado de algum lado.
39 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yago Felipe, e o treinador deixou.
“Vejo todos os jogos do São Paulo daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Itabirito segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Luís Souza depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
Em resumo
MercadoZé Roberto está livre para procurar outro sítio
Carlos de Pena lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em São Paulo, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
74 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O São Paulo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Biel Fonseca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
111 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O São Paulo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 27 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
136 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O São Paulo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O São Paulo perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no São Paulo a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gustavo Gómez e o São Paulo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
145 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O São Paulo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A verba é $3.4M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Inter de Limeira negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O São Paulo pagou $2.4M por Bruno Varela, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético Goianiense fica com o seu homem, e o São Paulo volta a uma lista com um nome riscado.
$1.0M era o máximo que o clube pagaria, e o Botafogo pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Robinho acabou de assinar pelo São Paulo e, por uma vez, a resposta importava.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Para o São Paulo, cada ponto é agora uma discussão
Posição 20 e 12 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No São Paulo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Fábio Matheus esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/11/2026
Newton desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco16/11/2026
Marlon Douglas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no São Paulo dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Emprestados16/11/2026
Os golos continuam a chegar do exílio de Gonzalo Tapia
4 golos em 10 jogos no Columbus Crew — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No São Paulo alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o São Paulo não tem uma boa resposta.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Clayson assinar alguma coisa — um contrato no São Paulo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
AntevisãoConforto de casa à vista para o São Paulo
Não há pior forma de perder um futebolista. Lucas André pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas André será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no São Paulo as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel14/09/2026
Palavras no treino do São Paulo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Newton está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Paulo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
O banco14/09/2026
o treinador: “Temos de ser melhores”
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Em resumo
JogoPonto ganho ou dois perdidos para o São Paulo?
O bancoZé Roberto tornou-se um homem de confiança do treinador
Eliminado, 2‑3 com o Inter de Limeira, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Não há pior forma de perder um futebolista. Orlando Neto pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
Plantel31/08/2026
20 caras novas e o São Paulo ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco31/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑5, ditas por o treinador a uma sala que já as tinha ouvido.
5 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Em resumo
Notas dos jogadoresZé Roberto encarou-os todo o jogo
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Marlon Douglas agarrou este contra o Porto Velho. 11‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do São Paulo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arthur Maron produziu-o, e o 9.29 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 11 golos entre o São Paulo e o Porto Velho, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Luciano tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Em resumo
PlantelNewton desentende-se com um colega por causa das exigências