Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o outro clube fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Amazonas sabe dizer em que semana.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Amazonas joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thiago Santos, e o treinador deixou.
O banco09/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Luís Nogueira não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Amazonas também ninguém o escondia.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Keder Junior. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Aos 37 anos conquistou um lugar em vez de o receber, e outro tem de arranjar alguma coisa para dizer sobre isso. O Amazonas tem uma decisão que se tomou sozinha.
A raiva no Amazonas transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Bruno Menezes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Caio Araújo acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Amazonas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
O Botafogo-SP levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel02/11/2026
13 caras novas e o Amazonas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Avaliado com 7.30. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Márcio Monteiro sai dessa comparação dentro da equipa, e o Amazonas beneficiou de cada uma dessas tardes.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Rafael Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Não se vê o fim da espera do Amazonas por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Amazonas tem de arrancar um resultado de algum lado.
Aos 40 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Luís Nogueira a uma sala que já as tinha ouvido.
Segue-se o Athletic Club, e há um homem no balneário do Amazonas que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Amazonas ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Bruno Menezes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Riquelme acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Amazonas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Amazonas joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Amazonas, mais uma semana sem a assinatura de Nino Paraíba.
Plantel07/09/2026
13 caras novas e o Amazonas ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Júnior Moura está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
0‑14 para o Chapecoense, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Amazonas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
5 jogos, dois ou mais sofridos em todos eles. Equipas que criam tanto podem viver com isso durante algum tempo. Ninguém vive com isso para sempre.
Jogo15/08/2026
Ninguém conseguiu parar de marcar
14 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Amazonas e do Chapecoense por igual; os restantes divertiram-se imenso.
O banco17/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑14, ditas por Luís Nogueira a uma sala que já as tinha ouvido.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Amazonas e o Operário Ferroviário, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
A formação existe exatamente para esta manhã. Henrique Porto passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Júnior Moura está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Éder Amaral está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Éder Guimarães passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Amazonas e o Criciúma, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Fabiano e o Amazonas acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Plantel03/08/2026
Palavras no treino do Amazonas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fabiano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Alyson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 3‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Em resumo
MercadoEm Amazonas ninguém pegou no telefone para Alyson
Notas dos jogadoresUma tarde que Bernardo vai querer de volta