“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Lyanco não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bragantino perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bragantino podem fingir não ter ouvido.
Direção23/07/2035
O Bragantino fecha o mercado com um plantel feito por si
12 entradas e 12 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e John Kennedy estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Bragantino vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Ferroviário pode já não estar a vender.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Botafogo fica com o seu homem, e o Bragantino volta a uma lista com um nome riscado.
36 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bragantino perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bragantino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel30/04/2035
Palavras no treino do Bragantino sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. John Kennedy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Matheus Navarro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
64 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bragantino perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
John Kennedy e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel02/04/2035
Palavras no treino do Bragantino sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gabriel Souza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lyanco, e o treinador deixou.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bragantino perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
John Kennedy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Bragantino vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Aos 33 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lyanco, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de José Hurtado. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vinícius Paiva está nela.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Bragantino pode pedir e sobe o salário que Ignacio Roberts pode exigir.
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bragantino perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel08/01/2035
28 dias de fora para John Kennedy depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bragantino vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Raków Częstochowa fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $775.9K do que o Bragantino pagou por Felipe Chiqueti é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bragantino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Mirassol fica com o seu homem, e o Bragantino volta a uma lista com um nome riscado.
49 dias de fora para John Kennedy depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bragantino vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Cianorte tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $550.0K do que o Bragantino pagou por Domingos Andrade é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bragantino ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Mirassol queria mais do que $580.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Bragantino sobre quem trabalha
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 126 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bragantino perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Pedro Souza produziu-o, e o 8.70 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
John Kennedy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
0‑0 frente ao Brasil de Pelotas, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bragantino perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Bragantino