81 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al Ahly perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al Ahly já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do CS Constantine por Monsef Bakrar foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Plantel13/08/2029
6 caras novas e o Al Ahly ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco13/08/2029
Vitinho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Al Ahly dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Al Ahly sobre quem trabalha
111 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Al Ahly perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Al Ahly perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Ahly, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Plantel16/07/2029
Yassin Marei desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel16/07/2029
6 caras novas e o Al Ahly ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Al Ahly perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Amine Aboulfath está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Soufiane Benjdida treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Ahly ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Maks Ebong esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Amine Aboulfath estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Sacha Bansé tem a sua resposta do Al Ahly; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O banco21/05/2029
Vitinho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Al Ahly dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miguel Terceros, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hady Reyad será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ahly as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Hossam El Shenawy passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Ramadan Fathy está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Já são 15 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Yassin Marei será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ahly as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Uma média de 7.24 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Al Ahly não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Vitinho
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Ahly ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Olivier Kemen está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Mohamed Hany sai dessa comparação dentro da equipa, e o Al Ahly beneficiou de cada uma dessas tardes.
O banco02/04/2029
Vitinho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Al Ahly dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O Military Production vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Al Ahly foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Amine Aboulfath será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ahly as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Amine Aboulfath estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al Ahly perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Masr El Makasa à espera com uma camisola. No Al Ahly ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Ahly, e não vai ser retirado.
Maks Ebong e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Al Ahly, e 5 jogos em 23 dizem que merece ser ouvido.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Vitinho
Hamza Alaa lesiona os ligamentos do joelho — 16 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al Ahly já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Al Ahly a ouviu como outra coisa.
O negócio que levaria Omar El Saaiy para o Haras El Hodoud caiu na fase final e ele reapresenta-se no Al Ahly com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Maks Ebong esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
$41.0K era o máximo que o clube pagaria, e o ENPPI pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
374 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Ahly ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mohamed El Shenawy e o Al Ahly acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Mohamed Hany e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Emprestados08/05/2028
O empréstimo de Eyad Tamer mede-se pelo que não acontece
17 balizas a zeros em 34 jogos no Smouha. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Em resumo
Notas dos jogadoresMaks Ebong mandou no meio-campo — 6.89
PlantelSabit Abdulai desentende-se com um colega por causa das exigências
Notas dos jogadoresVitinho passa por eles um de cada vez
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Omar El Saaiy será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ahly as despedidas começaram em silêncio.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Mohamed Hany esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
13 golos e uma média de 7.24 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Ahly ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Youssef Belammari e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nejc Gradišar, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yasser Ibrahim estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
4 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.80 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Ahly ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mohamed Hany esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Al Ahly perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Ahly ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mohamed Hany esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
12 golos em 19 jogos no CS Constantine — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Al Ahly alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
0‑1 frente ao Aswan, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $18.1M porque Vitinho é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al Ahly já se começa a dizer o nome dele no passado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ismaily fica com o seu homem, e o Al Ahly volta a uma lista com um nome riscado.
As bancadas24/01/2028
O Al Ahly gasta $18.1M na contratação que a cidade queria
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $18.1M por Vitinho, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Botafogo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Hapoel Haifa tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
As bancadas24/01/2028
Os adeptos revoltam-se com a venda de Vitinho por $18.1M
Vai para o Al Ahly, o clube tem $18.1M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Álvaro Montoro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O nome de Léo Linck apareceu em conversas de que o Botafogo não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel24/01/2028
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lucas Villalba está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel24/01/2028
No Botafogo ainda são estranhos uns para os outros
17 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
29 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
O aperto de mão com o Botafogo está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al Ahly já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Ahly, e não vai ser retirado.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Ahmed Abdin volta a ser jogador do Al Ahly, e a cidade tem a sua história do verão.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ismaily fica com o seu homem, e o Al Ahly volta a uma lista com um nome riscado.
Mohamed Hany e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
25 dias de fora para Kaio Pantaleão depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A proposta do Villarreal por Álvaro Montoro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Vasco da Gama seguiu em frente, Gabriel Vasconcelos apresenta-se de volta no Botafogo, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ambas as partes esperam falar nos próximos dias. O Botafogo vai pedir um valor, e tudo o que vier depois é aritmética.
Plantel17/01/2028
Cristian Medina desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Al Ahly já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ahmed Kouka produziu-o, e o 8.17 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Sabit Abdulai agiu, no Al Ahly, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A proposta do Ismaily por Oufa Shobeir foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Ahly, e não vai ser retirado.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.80 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Botafogo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel10/01/2028
32 dias de fora para Kaio Pantaleão depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Botafogo vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Botafogo vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Juventude pode já não estar a vender.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Léo Linck não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Lokomotiv Gorna Oryahovitsa por Matías Segovia foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Rwan Cruz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Cristian Medina estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
66 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Botafogo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Uma média de 7.27 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel29/11/2027
Palavras no treino do Botafogo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Cristian Medina está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
20 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Gabriel Vasconcelos chama-lhe outra coisa em privado.
Avaliado com 7.70. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
90 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Botafogo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Cristian Medina estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Já teve barulho que chegue. Se o Botafogo pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Cristian Medina está nela.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Rwan Cruz
Luan Polli lesiona os ligamentos do joelho — 146 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 146 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Nahuel Ferraresi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
15 golos e uma média de 7.27 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.