3‑2 frente ao Dinamo Moscow, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
Jogo09/02/2030
Brayan Gil ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 90. Brayan Gil encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Dinamo Moscow passou do ponto ao nada num só movimento.
4.º lugar com 58 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
O Arsenal Tula queria mais do que $6.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Marcar a qualquer outro é um golo. Marcar-lhes a eles é uma história que leva o nome de quem marcou durante uma década, e os adeptos do CSKA Moscow já começaram a contá-la.
A proposta do Rubin por Darko Todorović foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Zenit pagou $20.0M por Maxim De Cuyper, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
A perseguição a Alerrandro terminou com $13.6M a mudar de mãos e o CSKA Moscow sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $10.9M porque Illan Meslier é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
O Zenit perguntou e o Rubin disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Kashiwa Reysol tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Maxim De Cuyper agiu, no Zenit, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Everton tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Krylya Sovetov vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O CSKA Moscow foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
A proposta do Zenit por Alerrandro foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Zenit aceitou o dinheiro. O que o CSKA Moscow ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
$8.2M era o máximo que o clube pagaria, e o SKA Khabarovsk pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Zenit ninguém diz, e no CSKA Moscow ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Zenit e o Notts County acertaram em $10.9M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $18.7M porque Matvey Kislyak é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
A proposta seguiu esta semana para o Brighton, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A verba é $18.5M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Dinamo Moscow negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
O Zenit foi ao CSKA Moscow com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
20 golos e uma média de 7.42 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Alerrandro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel21/01/2030
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahitan Nández está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Vitória por 3‑0 sobre o Orenburg, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Abu-Said Eldarushev produziu-o, e o 9.35 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Maxim Saveljev não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A proposta do Vasas por Alexandr Chupaev foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Alerrandro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/12/2029
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma média de 7.30 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Notas dos jogadores31/12/2029
Danila Kozlov fez o trabalho que ninguém conta — 6.75
10 ações combinadas e 6.75. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para El Mehdi Maouhoub, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alerrandro está nela.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Rostislav Avdeev depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 11 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Dribles concretizados: 22. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel24/12/2029
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alerrandro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Lokomotiv Moscow vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Nathaniel Clyne pré-acordou a mudança para o CSKA Moscow, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nüraly Älip, e o treinador deixou.
O banco24/12/2029
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Rostislav Avdeev a uma sala que já as tinha ouvido.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
16 golos e uma média de 7.39 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
As regras permitem-no e dói na mesma. Ibragim Tsallagov acertou condições com o Rostov para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Kirill Glebov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel17/12/2029
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahitan Nández está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 7 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
29 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Jogo08/12/2029
Ninguém quer jogar contra o CSKA Moscow neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Alerrandro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/12/2029
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahitan Nández está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Kirill Glebov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alerrandro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O Spartak Tambov está fora e o CSKA Moscow segue em frente, com um 4‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/11/2029
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma média de 7.28 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Em resumo
PlantelA paragem para as seleções esvazia o CSKA Moscow
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
26 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/11/2029
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alerrandro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Danila Kozlov, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nahitan Nández está nela.
Kirill Glebov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
12 golos e uma média de 7.26 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Artem Shumanskiy, e o treinador deixou.
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
25 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alerrandro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/10/2029
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de CSKA Moscow foi explícito quanto à situação de Mihajlo Banjac, o que é mais do que muitos recebem.
Em resumo
O bancoAlerrandro tornou-se um homem de confiança do treinador
O Krylya Sovetov vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O CSKA Moscow foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Brayan Gil produziu-o, e o 9.32 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Kirill Glebov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alerrandro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o CSKA Moscow será julgado por uma única coisa.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dmitry Tsypchenko produziu-o, e o 9.60 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
7.95, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nahitan Nández e o CSKA Moscow acertam mais 4 anos.
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Nahitan Nández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o CSKA Moscow será julgado por uma única coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moisés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Brayan Gil tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Rubin deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.87 para o resto.
Kirill Glebov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/09/2029
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
Em resumo
Plantel5 caras novas e o CSKA Moscow ainda se está a conhecer
21 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Mercado17/09/2029
Tão perto: a transferência de Gleb Popolitov morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Nizhniy Novgorod seguiu em frente, Gleb Popolitov apresenta-se de volta no CSKA Moscow, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Alerrandro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Brayan Gil. 2‑0 sobre o Rostov, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Vladislav Torop não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Direção10/09/2029
O prazo passa com 16 contratações e 4 saídas
Está feito o negócio no CSKA Moscow até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Nahitan Nández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/09/2029
Alerrandro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
5 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
A proposta do ND Gorica por Nikita Goilo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Kirill Glebov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Dinamo Makhachkala; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 17 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Notas dos jogadoresAlerrandro em notas de excelência
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O CSKA Moscow perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do Cukaricki por Alexandr Chupaev foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Qualquer balneário sabe ler uma contratação destas. Maxim Saveljev não veio esperar indefinidamente, e o homem cujo lugar ele foi comprado para ocupar sabe-o melhor do que ninguém.
Kirill Glebov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/08/2029
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CSKA Moscow perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.37 para o resto.
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O CSKA Moscow perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O CSKA Moscow mexeu-se antes que outro pudesse: novo contrato para Rostislav Avdeev, acertado em silêncio e anunciado em voz alta. As direções renovam com treinadores por muitas razões; a boa é aquela com que esta se parece.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Kirill Glebov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/07/2029
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahitan Nández está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção16/07/2029
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no CSKA Moscow
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Viktor Guryev está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Vyacheslav Shevchenko é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
92 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CSKA Moscow perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O aperto de mão com o Krylya Sovetov está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zenit fica com o seu homem, e o CSKA Moscow volta a uma lista com um nome riscado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
$1.4M em cima da mesa do Lokomotiv Moscow. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Kirill Glebov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moisés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
100 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CSKA Moscow perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Com 6 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco11/06/2029
Brayan Gil tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no CSKA Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Alerrandro treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ivan Oblyakov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
O bancoO treinador faz uma promessa a Matvey Lukin
109 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CSKA Moscow perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel04/06/2029
O veredicto de uma época sobre Maxim Voronov: o melhor da sua idade
O CSKA Moscow tem um jogador de 21 anos que a divisão acabou de eleger o seu melhor jovem. O próximo problema do clube é que agora toda a gente também sabe.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
Kirill Glebov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nahitan Nández está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel21/05/2029
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahitan Nández está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mihajlo Banjac, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em CSKA Moscow, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no CSKA Moscow. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dmitry Barinov, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alerrandro está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em CSKA Moscow, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Já teve barulho que chegue. Se o CSKA Moscow pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
0‑4 frente ao Zenit, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Uma média de 7.51 na época, com 25 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
16 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 23 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
As bancadas16/04/2029
O CSKA Moscow é desmontado pelo Zenit — e a cidade quer respostas
Acabou 0-4. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
Kirill Glebov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moisés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moisés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Moisés, e o treinador deixou.
5 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
O banco26/03/2029
Alerrandro tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no CSKA Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Danila Kozlov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
2‑1 frente ao Spartak Moscow, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Uma média de 7.45 na época, com 22 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A proposta do Police Union por Artem Bandikyan foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Marcar a qualquer outro é um golo. Marcar-lhes a eles é uma história que leva o nome de quem marcou durante uma década, e os adeptos do CSKA Moscow já começaram a contá-la.
Dribles concretizados: 38. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Maxim Voronov não precisou: 7.89, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo06/01/2029
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Kirill Glebov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Já são 21 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 29 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Maxim Voronov não precisou: 9.55, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
21 golos e uma média de 7.44 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Alerrandro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A série sem derrotas chega aos 20 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel25/12/2028
39 dias de fora para Alerrandro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Brayan Gil produziu-o, e o 8.87 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Maxim Voronov não precisou: 8.87, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
16 golos e uma média de 7.36 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Moisés e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A série sem derrotas chega aos 19 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alerrandro esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.31 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A série sem derrotas chega aos 18 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 57 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Kirill Glebov marcou ao minuto 87, o Baltika já pensava na viagem de regresso, e o CSKA Moscow levou tudo.
Alerrandro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel11/12/2028
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Moisés está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kirill Glebov. 1‑0 sobre o Baltika, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Notas dos jogadores11/12/2028
Kirill Glebov jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.03. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Já são 17 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel04/12/2028
65 dias de fora para Alerrandro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 73 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Maxim Voronov agarrou este contra o Spartak Tambov. 2‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do CSKA Moscow.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 90. O Krasnodar vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Brayan Gil produziu-o, e o 9.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Yury Petrovskiy acabou de assinar pelo CSKA Moscow e, por uma vez, a resposta importava.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Já são 14 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Faltavam 87 minutos e o Dinamo Makhachkala tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o CSKA Moscow não parou para dar explicações.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Moisés, e o treinador deixou.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Henrique Carmo e o CSKA Moscow acertam mais 5 anos.
Moisés esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/11/2028
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Akhmat; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoNahitan Nández tornou-se um homem de confiança do treinador
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dribles concretizados: 35. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Brayan Gil produziu-o, e o 9.00 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo04/11/2028
Ninguém quer jogar contra o CSKA Moscow neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahitan Nández estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Artem Shumanskiy tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Aos 22 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No CSKA Moscow vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Ivan Oblyakov marcou, foi avaliado com 7.74 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Jogo28/10/2028
Ninguém quer jogar contra o CSKA Moscow neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Moisés e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um 3‑2 sobre o Nizhniy Novgorod, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vladislav Torop, e o treinador deixou.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Notas dos jogadores30/10/2028
Brayan Gil jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.52. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 2‑1, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Contra qualquer outro seriam três pontos e pouco mais. Contra eles, e com o nome dele no golo, é um ano de conversa garantida para o CSKA Moscow e uma história que vai sobreviver ao contrato dele.
Moisés e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/10/2028
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alerrandro produziu-o, e o 9.44 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alerrandro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/10/2028
Nahitan Nández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Henrique Carmo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Notas dos jogadores16/10/2028
Brayan Gil jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.81. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Segue-se o Dinamo Moscow, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoNahitan Nández tornou-se um homem de confiança do treinador
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Artem Shumanskiy agarrou este contra o Luki-Energiya. 4‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do CSKA Moscow.
3 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Alerrandro não será o apontado, mas ninguém no CSKA Moscow escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Moisés e o CSKA Moscow acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel09/10/2028
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alerrandro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Moisés esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alerrandro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Empate aos 88 minutos, depois de uma tarde que o CSKA Moscow tinha praticamente arrumada. O Torpedo Moscow vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nahitan Nández está nela.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco18/09/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Rostislav Avdeev não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do CSKA Moscow também ninguém o escondia.
Faltavam 86 minutos e o Baltika tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o CSKA Moscow não parou para dar explicações.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ivan Oblyakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alerrandro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nahitan Nández lesiona os ligamentos do joelho — 52 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 52 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Rubin fica com o seu homem, e o CSKA Moscow volta a uma lista com um nome riscado.
O CSKA Moscow ofereceu $2.0M; o Fakel disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alerrandro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.02 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O CSKA Moscow sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nahitan Nández lesiona os ligamentos do joelho — 77 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 77 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta do Olympique Lyonnais por Vladislav Torop foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Volga à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O CSKA Moscow perguntou e o Akhmat Grozny disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta seguiu esta semana para o Akron, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O negócio com o Dinamo Makhachkala está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moisés estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
93 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CSKA Moscow perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No CSKA Moscow ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Ivan Oblyakov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Henrique Carmo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Nahitan Nández lesiona os ligamentos do joelho — 103 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 103 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nahitan Nández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matvey Kislyak estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Vejo todos os jogos do CSKA Moscow daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Chaika segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kirill Glebov está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ivan Oblyakov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Matheus Reis apontou a data.