O Atlético Mineiro aceitou o dinheiro. O que o Corinthians ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Corinthians, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Botafogo-PB à espera com uma camisola. No Corinthians ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Cascavel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Nadson acabou de assinar pelo Corinthians e, por uma vez, a resposta importava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Botafogo-PB, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Botafogo-PB fez a parte difícil com o Corinthians, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A verba é $730.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Athletico Paranaense negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo-PB coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Ferroviária paga $550.0K, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Plantel26/06/2028
Tiaguinho Silva desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Caxias fica com o seu homem, e o Botafogo-PB volta a uma lista com um nome riscado.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 22 jogos sem derrota são uma base que o Corinthians não tinha no outono.
Jogo17/06/2028
O Corinthians torna a sua casa um sítio difícil de visitar
19 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A perseguição a Hércules terminou com $19.5M a mudar de mãos e o Fluminense sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Corinthians perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Charles não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Charles marcou, foi avaliado com 7.69 e voltou antes de alguém dar pela falta.
48 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Corinthians perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Lucas Paquetá produziu-o, e o 8.32 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Um 2‑0 sobre o Bragantino, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel22/05/2028
Breno Bidon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
2 golos em vinte minutos com Lucas Paquetá no meio de tudo, e o Bragantino sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Corinthians perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.16, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo13/05/2028
Ninguém quer jogar contra o Corinthians neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Caio Alexandre esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo13/05/2028
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Corinthians. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Garro está nela.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Corinthians coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Akor Adams está nela.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Paulo Barbosa podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Corinthians ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Charles esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Pedro Milans subiu nela.
Trabalho individual, longe do grupo, dirigido a uma coisa concreta que os treinadores acham que o está a travar. Raramente é notícia e é assim que acontece a maior parte da evolução.
Alex Santana lesiona os ligamentos do joelho — 70 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 70 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A proposta do Ararat-Armenia por Charles foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Caio Alexandre e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Breno Bidon estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco31/01/2028
Alisson tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Corinthians dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
79 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Corinthians perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O telefone voltou a tocar por causa de Charles, e desta vez do outro lado está o Ararat-Armenia. No Corinthians ouvem com educação e não prometem nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Bidu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Luiz Mandaca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Hugo Souza assinar alguma coisa — um contrato no Corinthians ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Corinthians não tem uma boa resposta.
88 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Corinthians perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Rafael Juwer não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel17/01/2028
Breno Bidon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Charles e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel17/01/2028
No Corinthians ainda são estranhos uns para os outros
22 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Vejo todos os jogos do Corinthians daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Volta Redonda segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Memphis Depay está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Corinthians sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Alex Santana lesiona os ligamentos do joelho — 97 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 97 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Charles não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O relógio fez o que o Coritiba não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Mercado10/01/2028
Tão perto: a transferência de Matheuzinho morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Brasil de Pelotas seguiu em frente, Matheuzinho apresenta-se de volta no Corinthians, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Caio Alexandre e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” João Pedro Tchoca e o Corinthians acertam mais 4 anos.
Em resumo
O bancoLucas Paquetá tornou-se um homem de confiança do treinador
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
15 golos e uma média de 7.29 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Breno Bidon tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Um 2‑0 sobre o Chapecoense, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel29/11/2027
Breno Bidon desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
54 dias de fora para Matheus Bidu depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Corinthians vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Charles esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Antevisão11/10/2027
Os vizinhos são o próximo adversário do Corinthians
Nada na semana que aí vem é normal. O Palmeiras no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
Disseram uma coisa a Caio Alexandre e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Corinthians, e 0 jogos em 15 dizem que merece ser ouvido.
O banco11/10/2027
Memphis Depay tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Corinthians dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
110 dias de fora para Matheus Bidu depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Corinthians vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Alisson não precisou: 8.49, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Breno Bidon estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Corinthians falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Rodrigo Garro não será o apontado, mas ninguém no Corinthians escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo Garro, e o treinador deixou.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 143 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Zakaria Labyad agarrou este contra o Paysandu. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Corinthians.
Posição 2, 35 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Torpedo Kutaisi tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Matheuzinho regressa a Corinthians com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cuiabá fica com o seu homem, e o Corinthians volta a uma lista com um nome riscado.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.23 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Em resumo
DireçãoO Corinthians fecha o mercado com um plantel feito por si
JogoNinguém quer jogar contra o Corinthians neste momento
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 88, e o Chapecoense passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
A verba é $10.3M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Bahia negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Notas dos jogadores19/07/2027
Alisson, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.14
Um 8.14 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
O Atlético Mineiro queria mais do que $4.1M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Caio Alexandre acabou de assinar pelo Corinthians e, por uma vez, a resposta importava.
Não há pior forma de perder um futebolista. Guilherme Pires pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alejandro Zendejas. 2‑1 sobre o Chapecoense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os dérbis fazem nomes, e Lucas Paquetá fez o seu contra o Palmeiras. 2‑0, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Jogo19/06/2027
O Corinthians torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Monterrey fica com o seu homem, e o Corinthians volta a uma lista com um nome riscado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Corinthians já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Maykon Jesus agiu, no Corinthians, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O Corinthians foi ao Shakhtar com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O aperto de mão com o Atlético Mineiro está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Corinthians já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Corinthians, e não vai ser retirado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
$1.1M em cima da mesa do Athletico Paranaense. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Corinthians ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.2M — um clube que quer Arthur Dias ao ponto de perguntar duas vezes.
A forma vai e vem; esta não foi. Yago tem 21 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Plantel08/03/2027
Palavras no treino do Corinthians sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Bidu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Corinthians daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Treze segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
5.º lugar com 31 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
O negócio que levaria Yuri Alberto para o Shakhtar caiu na fase final e ele reapresenta-se no Corinthians com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pedro Milans será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Corinthians as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Corinthians coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Breno Bidon e o Corinthians acertam mais 5 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Breno Bidon, e o treinador deixou.
“Vejo todos os jogos do Corinthians daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Retrô segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Garro está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Corinthians sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A proposta do Changchun Yatai por Pedro Milans foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Memphis Depay esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Haverá conversa esta semana. Corinthians vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel15/02/2027
Palavras no treino do Corinthians sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Breno Bidon está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Corinthians sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Corinthians, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Corinthians ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Vitinho agarrou este contra o Athletico Paranaense. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Corinthians.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Corinthians podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores28/09/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Corinthians — 7.59
1 para Matheus Pereira, avaliado com 7.59, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Yuri Alberto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.