Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luiz Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Criciúma fica com o seu homem, e o Confiança volta a uma lista com um nome riscado.
A formação existe exatamente para esta manhã. Thiago Neves passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Confiança terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Confiança não o segura a fingir o contrário.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Em resumo
O bancoÉder Cunha pede uma conversa com o treinador
Um golo de defesa dá a vitória ao Confiança — 7.89
1 para Fabrício Bigode, avaliado com 7.89, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Confiança coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Confiança é como lidar com um homem a quem deve muito.
O Ituano levou os pontos após um 1‑3 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel19/10/2026
Palavras no treino do Confiança sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luiz Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Celso Duarte, e o treinador deixou.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Hítalo está a viver essa versão no Confiança, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel28/09/2026
Luiz Henrique desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Wanderson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Há uma distância, e fingir que não há não ajuda ninguém.» Nenhuma das partes se mexeu, e o calendário trabalha para uma delas apenas.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Éder Figueiredo não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Confiança também ninguém o escondia.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Brusque? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Andrey Quintino está nela.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Fabrício Bigode marcou, foi avaliado com 7.91 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Tem 16 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Fabrício Bigode. 2‑0 sobre o Tombense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Diego Costa é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Fabrício Bigode: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Confiança a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Confiança têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
17 dias de fora para Luiz Henrique depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Confiança vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
25 dias de fora para Luiz Henrique depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Confiança vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.80 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Confiança coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Éder Figueiredo depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Fernandes, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Em resumo
Notas dos jogadoresAndrei passa por eles um de cada vez
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Confiança falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Gabriel Soares e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 86. O Maringá tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Confiança joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.