“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Varzim tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta do Belenenses por Richard Ríos foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sporting CP ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.1M do que o Sporting CP pagou por Erick Marcus é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Sporting CP a ouviu como outra coisa.
Direção05/09/2033
Fecha o mercado: 34 entradas, 15 saídas no Sporting CP
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 34, saíram 15, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Francisco Conceição e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não há pior forma de perder um futebolista. David Ferreira pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
O negócio que levaria Francisco Trincão para o Académica caiu na fase final e ele reapresenta-se no Sporting CP com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
O Sporting CP perguntou e o Braga disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Evanilson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sporting CP as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Sporting CP perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.20 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
7.75, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Jogo13/08/2033
Ninguém quer jogar contra o Sporting CP neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Jayden Danns
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Evanilson não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diogo Travassos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sporting CP as despedidas começaram em silêncio.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Braga fica com o seu homem, e o Sporting CP volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Sporting CP já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sporting CP podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Giuliano Simeone quer futebol continental; se o Sporting CP o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Bruno Pinto e o Sporting CP acertam mais 4 anos.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Sporting CP ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
O Sporting CP perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Santos pagou $35.6M e o Sporting CP aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
A proposta do Estoril Praia por Evanilson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Arouca tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o Casa Pia à espera com uma camisola. No Sporting CP ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Murillo foi-se, as contas têm $35.6M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Francisco Conceição esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Sporting CP não o segura a fingir o contrário.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Feyenoord fica com o seu homem, e o Sporting CP volta a uma lista com um nome riscado.
O Porto aceitou o dinheiro. O que o Sporting CP ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
$28.1M era o máximo que o clube pagaria, e o Ajax pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Verba acordada, salário acordado, e o Nacional à espera com uma camisola. No Sporting CP ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A perseguição a Jair terminou com $6.3M a mudar de mãos e o Braga sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sporting CP perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Evanilson, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sporting CP ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Francisco Conceição está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sporting CP perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Murillo quer futebol continental; se o Sporting CP o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Francisco Conceição e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
51 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sporting CP perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Porto segue em frente e o Sporting CP vai para casa, com um 0‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sporting CP, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
77 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sporting CP perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
4‑1, e Eduardo Quaresma ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Sporting CP. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Jogo12/03/2033
Ninguém quer jogar contra o Sporting CP neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Sporting CP a ouviu como outra coisa.
Francisco Conceição esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sporting CP ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
97 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sporting CP perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Posição 2, 66 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
26 golos e uma média de 7.39 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Francisco Conceição e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.53 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Uma média de 7.32 na época, com 20 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Francisco Trincão esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo12/02/2033
Ninguém quer jogar contra o Sporting CP neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
54 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diogo Travassos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sporting CP as despedidas começaram em silêncio.
O Sporting CP ofereceu $4.9M; o Vitoria Guimaraes disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.20 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Sporting CP ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Sporting CP foi ao Olympique de Marseille com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Sporting CP perguntou e o Boca Juniors disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sporting CP podem fingir não ter ouvido.
O Sporting CP foi ao Ajax com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Sporting CP estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
A proposta do Braga por Rodrigo Zalazar foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo01/01/2033
Ninguém quer jogar contra o Sporting CP neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.06 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
O Santa Clara vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Sporting CP foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Posição 2, 39 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 9.68 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
17 golos e uma média de 7.22 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Ninguém quer jogar contra o Sporting CP neste momento
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.93 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Francisco Conceição esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Avaliado com 8.26. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Sporting CP.
Antevisão29/11/2032
Os vizinhos são o próximo adversário do Sporting CP
Nada na semana que aí vem é normal. O Benfica no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sporting CP ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.02 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jogo23/10/2032
Ninguém quer jogar contra o Sporting CP neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Sergio Marques sobre uma tarde de 4‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Eduardo Quaresma está nela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sporting CP, e não vai ser retirado.
Francisco Conceição e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos num jogo, Francisco Conceição na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Sporting CP nem ao Casa Pia.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sporting CP perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sporting CP, e não vai ser retirado.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Sporting CP lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Francisco Trincão e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Sporting CP fez saber ao mercado que Francisco Trincão está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Francisco Trincão está nela.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Sporting CP foi explícito quanto à situação de Xavier Biscayzacú, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para David Moreira, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
PlantelBruno Miguel desentende-se com um colega por causa das exigências
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Sporting CP perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Nacional por Evanilson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. José Neto agiu, no Sporting CP, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Darwin Núñez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alberto Costa, e o treinador deixou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lohann Doucet e o Sporting CP acertam mais 5 anos.
29 jogos e 1 golos longe daqui, e um jogador que o treinador não tinha em agosto. Os empréstimos são feitos à espera exatamente disto e a maioria não o entrega.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel31/05/2032
No Sporting CP ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Sporting CP, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os dérbis fazem nomes, e Maurits Kjærgaard fez o seu contra o Porto. 1‑0, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sporting CP podem fingir não ter ouvido.
Uma média de 7.30 na época, com 24 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Francisco Trincão esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Sporting CP têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Jogo17/04/2032
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Sporting CP. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Já teve barulho que chegue. Se o Sporting CP pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mauro Couto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Antevisão12/04/2032
Os vizinhos são o próximo adversário do Sporting CP
Nada na semana que aí vem é normal. O Porto no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Sporting CP fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Já teve barulho que chegue. Se o Sporting CP pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sporting CP podem fingir não ter ouvido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Maurits Kjærgaard produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
18 golos e uma média de 7.27 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Evanilson quer futebol continental; se o Sporting CP o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Salvador Blopá e o Sporting CP acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sporting CP ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
44 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sporting CP podem fingir não ter ouvido.
O Vitoria Guimaraes vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Sporting CP foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
A proposta do Vitoria Guimaraes por Wesley foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Evanilson produziu-o, e o 8.88 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Pacos de Ferreira está fora e o Sporting CP segue em frente, com um 7‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Sporting CP e do Pacos de Ferreira por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Sporting CP lida com um homem que quer outro país.
O Sporting CP torna a sua casa um sítio difícil de visitar
40 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os dérbis fazem nomes, e Maurits Kjærgaard fez o seu contra o Porto. 1‑0, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sporting CP, e não vai ser retirado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Francisco Trincão e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Sporting CP têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Já são 10 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Sporting CP a ouviu como outra coisa.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo29/11/2031
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Sporting CP. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
O Sporting CP torna a sua casa um sítio difícil de visitar
39 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Evanilson produziu-o, e o 8.88 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Francisco Trincão e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sporting CP falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Alverca vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Sporting CP foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sporting CP ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Posição 2, 29 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
11 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sporting CP coisas que levam mais de uma semana a retirar.
39 dias de fora para Carlos Augusto depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Sporting CP vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Nacional vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Sporting CP foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sporting CP podem fingir não ter ouvido.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Notas dos jogadores27/10/2031
Um golo de defesa dá a vitória ao Sporting CP — 7.68
1 para Richard Ríos, avaliado com 7.68, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Francisco Trincão e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Darwin Núñez quer futebol continental; se o Sporting CP o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sporting CP falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Carlos Augusto será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sporting CP as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sporting CP podem fingir não ter ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Evanilson quer futebol continental; se o Sporting CP o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Giuliano Simeone e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Gonçalo Inácio assinar alguma coisa — um contrato no Sporting CP ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.