33 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Luis Quintero quer futebol continental; se o Torreense o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Gustavinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: João Marques. 1‑0 sobre o Pacos de Ferreira, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Torreense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Alfaro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Arnau Casas, e o treinador deixou.
Em resumo
DireçãoEm Torreense, 91% das receitas vão para salários
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Torreense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um 1‑0 sobre o Académico de Viseu, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel30/11/2026
Palavras no treino do Torreense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Alfaro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Uma nota de 7.90, e ninguém no estádio a contestaria. Esteve em tudo o que importava e em quase tudo o que não.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Felipe Soares foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Volnei, e o treinador deixou.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Torreense, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Costinha, e o treinador deixou.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Manu Pozo sai dessa comparação dentro da equipa, e o Torreense beneficiou de cada uma dessas tardes.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Javi Vázquez. 4‑3 sobre o Farense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Torreense e o Farense, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Plantel19/10/2026
Manu Pozo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Torreense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Pedro Clemente tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Javi Vázquez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Segue-se o Farense, e há um homem no balneário do Torreense que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
10.º lugar para os anfitriões, uma viagem longa para a bancada visitante, e um jogo que vai parecer banal no papel até ao momento em que deixar de o ser.
Plantel12/10/2026
Os selecionadores não conseguiram deixar Jorge Aguirre de fora
6.67 em noventa minutos e um lugar no onze da jornada. Foi o melhor em campo e toda a gente que lá estava sabia.
Manu Pozo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Coritiba fica com o seu homem, e o Torreense volta a uma lista com um nome riscado.
Gustavinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O erro de um defesa alguém arruma; o de um guarda-redes acaba lá dentro. Soube antes de a bola cruzar a linha, e o estádio inteiro também.
O banco14/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Felipe Soares saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
O Torreense fecha o mercado com um plantel feito por si
16 entradas e 24 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Torreense fez a parte difícil com o Alverca, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Hugo Pérez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Torreense lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel07/09/2026
Manu Pozo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Gustavinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Amine Oudrhiri, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Torreense, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Torreense já se começa a dizer o nome dele no passado.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Flamengo ninguém diz, e no Torreense ninguém gosta de estar a adivinhar.
Javi Vázquez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel24/08/2026
Palavras no treino do Torreense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Manu Pozo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Gustavinho. 2‑0 sobre o Maritimo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Adriel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.