“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Clara, e não vai ser retirado.
Bruno Gomes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel14/03/2033
Edney desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Seydou Fofana, e o treinador deixou.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Santa Clara sabem-no.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Edney
Os adeptos organizam-se contra a direção do Santa Clara
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Santa Clara está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Clara, e não vai ser retirado.
Emprestados07/03/2033
O empréstimo de Rafa Fernández mede-se pelo que não acontece
20 balizas a zeros em 27 jogos no Sporting CP. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sebastian Lønning será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santa Clara as despedidas começaram em silêncio.
Vinícius Lopes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel07/03/2033
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Edney está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Vinícius Lopes. 1‑0 sobre o Trofense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Vinícius Lopes tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Varzim deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sebastian Lønning será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santa Clara as despedidas começaram em silêncio.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 14 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A proposta do Amarante por Rafael Teixeira foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Santa Clara já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Clara, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Leixões, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Santa Clara perguntou e o Benfica disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
0‑3 para o Rio Ave, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Seydou Fofana estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Santa Clara ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diogo Paulo, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Santa Clara sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
15 dias de fora para Ruben Miranda depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Santa Clara vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/11/2032
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Seydou Fofana está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emiliano Cuero, e o treinador deixou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Santa Clara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo02/10/2032
Não se vê o fim da espera do Santa Clara por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Santa Clara tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Clara, e não vai ser retirado.
Edney e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel04/10/2032
Seydou Fofana desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente no Santa Clara viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.80, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo25/09/2032
Não se vê o fim da espera do Santa Clara por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Santa Clara tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Clara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Tondela vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Yassine Badaoui pré-acordou a mudança para o Santa Clara, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Amora segue em frente e o Santa Clara vai para casa, com um 1‑2 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
O Santa Clara perguntou e o Vitoria Guimaraes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.84 ao lado do nome.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Seydou Fofana estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.91 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
1‑6 para o Porto, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Verba acordada, salário acordado, e o Portimonense à espera com uma camisola. No Santa Clara ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Benfica ninguém diz, e no Santa Clara ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Santa Clara perguntou e o Pacos de Ferreira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Santa Clara e do Porto por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Em resumo
Direção6 jogadores da formação sobem à equipa principal do Santa Clara
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Santa Clara perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$43.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Felgueiras pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bartłomiej Zieliński estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Roberto Vanegas, e o treinador deixou.
Plantel21/06/2032
No Santa Clara ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Edney e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Seydou Fofana, e o treinador deixou.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Santa Clara sabem-no.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Anthony Poca estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Santa Clara, mais uma semana sem a assinatura de Diogo Paulo.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Santa Clara pode pedir e sobe o salário que Armando Lopes pode exigir.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
13.º lugar com 34 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/05/2032
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bartłomiej Zieliński está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Santa Clara vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rodrigo Duarte será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santa Clara as despedidas começaram em silêncio.
Edney e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco19/04/2032
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Clara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Santa Clara ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O banco12/04/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Segue-se o Rio Ave, e há um homem no balneário do Santa Clara que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresVinícius Lopes encarou-os todo o jogo
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Santa Clara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Edney e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel22/03/2032
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bartłomiej Zieliński está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Santa Clara vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Santa Clara pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo21/02/2032
Não se vê o fim da espera do Santa Clara por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Santa Clara tem de arrancar um resultado de algum lado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Porto fica com o seu homem, e o Santa Clara volta a uma lista com um nome riscado.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel23/02/2032
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Anthony Poca está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Santa Clara vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Santa Clara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
6 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Direção02/02/2032
Fecha o mercado: 1 entradas, 2 saídas no Santa Clara
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 1, saíram 2, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O negócio que levaria Kallum Fuller-Thompson para o Fafe caiu na fase final e ele reapresenta-se no Santa Clara com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Edney e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Santa Clara falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Sporting CP queria mais do que $7.5M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Santa Clara podem fingir não ter ouvido.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Benfica fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
O Santa Clara foi ao Chaves com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Clara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 14 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Plantel22/12/2031
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Anthony Poca está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
Antevisão22/12/2031
O Santa Clara mede-se com a equipa que todos perseguem
O Benfica chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Faltavam 88 minutos e o Rio Ave tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Santa Clara não parou para dar explicações.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Vinícius Lopes produziu-o, e o 8.76 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Clara, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Clara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Vinícius Lopes. 2‑1 sobre o Rio Ave, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bartłomiej Zieliński estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco15/12/2031
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Interim Coach, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Clara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bartłomiej Zieliński estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sebastian Lønning e o Santa Clara acertam mais 4 anos.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Vinícius Lopes assinar alguma coisa — um contrato no Santa Clara ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O banco17/11/2031
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Filippos Bazoukis
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Seydou Fofana: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Santa Clara a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rodrigo Duarte será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santa Clara as despedidas começaram em silêncio.
Jogo01/11/2031
Não se vê o fim da espera do Santa Clara por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Santa Clara tem de arrancar um resultado de algum lado.
Edney e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel03/11/2031
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bartłomiej Zieliński está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Santa Clara sabem-no.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Clara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Santa Clara sabem-no.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Plantel20/10/2031
Fedde Westra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Santa Clara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bartłomiej Zieliński estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matías Escobar, e o treinador deixou.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Fedde Westra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Santa Clara vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Rodrigo Duarte: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Santa Clara a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Santa Clara, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Clara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/09/2031
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Duarte está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Talles Wander, e o treinador deixou.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Santa Clara vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑3, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
O banco22/09/2031
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Rafael Teixeira
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Plantel22/09/2031
No Santa Clara ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 26 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Santa Clara ofereceu $8.9M; o Porto disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Maritimo aceitou o dinheiro. O que o Santa Clara ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Direção01/09/2031
O prazo passa com 31 contratações e 16 saídas
Está feito o negócio no Santa Clara até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sporting CP fica com o seu homem, e o Santa Clara volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Vinícius Lopes. 2‑0 sobre o Portimonense, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
47 dias de fora para Bubacar Djaló depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Santa Clara vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Santa Clara foi ao Benfica com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O telefone voltou a tocar por causa de Rafael Teixeira, e desta vez do outro lado está o Paredes. No Santa Clara ouvem com educação e não prometem nada.
O Santa Clara foi ao Famalicao com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sporting CP fica com o seu homem, e o Santa Clara volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel11/08/2031
Palavras no treino do Santa Clara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Duarte está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Clara perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 89 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Moreirense à espera com uma camisola. No Santa Clara ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.4M do que o Santa Clara pagou por Lucão é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Clara, e não vai ser retirado.
Edney e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Santa Clara perguntou e o Gil Vicente disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel30/06/2031
Rodrigo Duarte desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma sondagem ao Sporting CP para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Rui Fernandes lesiona os ligamentos do joelho — 76 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 76 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Santa Clara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Edney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Armando Lopes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Santa Clara sabem-no.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Vinícius Lopes. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.