Luiz Mandaca e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luiz Eduardo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Abner Vinicius
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Lian Silva
O bancoBandaró tornou-se um homem de confiança do treinador
Abner Vinicius lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
0‑3 para o Cuiabá, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caxias, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Caxias já se começa a dizer o nome dele no passado.
O aperto de mão com o Remo está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Luiz Mandaca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Abner Vinicius lesiona os ligamentos do joelho — 21 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vitória por 2‑0 sobre o Ponte Preta, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Gustavo Guedes não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caxias, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Xəyal Əliyev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Caxias as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caxias coisas que levam mais de uma semana a retirar.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caxias perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caxias, e não vai ser retirado.
O aperto de mão com o Náutico está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Samuel Pontes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
$73.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Corinthians pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Palmeiras fica com o seu homem, e o Caxias volta a uma lista com um nome riscado.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caxias perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Caxias perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Caxias perguntou e o Santos disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Caxias foi ao Corinthians com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Vicente Lavín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
42 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caxias perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Caxias ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caxias, e não vai ser retirado.
A proposta do Kapaz por Xəyal Əliyev foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caxias coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Samuel Pontes, e o treinador deixou.
Plantel02/06/2036
Luiz Eduardo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Abner Vinicius lesiona os ligamentos do joelho — 49 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Luiz Mandaca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gustavo Guedes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caxias perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caxias, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luiz Eduardo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
63 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caxias perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Caio Jerônimo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Caxias as despedidas começaram em silêncio.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Luiz Mandaca e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lian Silva. 2‑0 sobre o Operário Ferroviário, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresLian Silva em notas de excelência
70 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caxias perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caxias coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caxias perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Gabriel Pereira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/04/2036
Luiz Eduardo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Interim Coach depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Caxias sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Remo? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Abner Vinicius lesiona os ligamentos do joelho — 84 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caxias, e não vai ser retirado.
Gabriel Pereira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Direção21/04/2036
6 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Caxias
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Arthur Porto é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Willian Porto está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caxias perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Luiz Mandaca e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bandaró, e o treinador deixou.
Plantel14/04/2036
Xəyal Əliyev desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Samuel Pontes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caxias perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Caxias ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Luiz Eduardo acertou condições com o Goiás para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caxias coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/04/2036
Luiz Eduardo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caxias perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 35 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Caxias é como lidar com um homem a quem deve muito.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alan Ledesma, e o treinador deixou.
“Vejo todos os jogos do Caxias daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Maringá segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Felipe Dionisio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Luiz Mandaca. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Caio Jerônimo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Caxias as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caxias coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É sentimental, é completamente sincero e é o princípio de uma saída que ninguém anunciou. O clube pode ser elegante quanto a isso ou pode fingir que não ouviu.
“Vejo todos os jogos do Caxias daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Ituano segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Plantel11/02/2036
Gustavo Guedes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Caxias, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O negócio que levaria Gustavo Guedes para o Londrina caiu na fase final e ele reapresenta-se no Caxias com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o San Lorenzo fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alexsandro e o Caxias acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Luiz Mandaca esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Samuel Pontes tem a sua resposta do Caxias; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
45 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caxias perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Caxias ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Abner Vinicius e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Guilherme Pires, e o treinador deixou.
O telefone voltou a tocar por causa de Henrique Martins, e desta vez do outro lado está o Aparecidense. No Caxias ouvem com educação e não prometem nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Xəyal Əliyev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vinícius Braga será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Caxias as despedidas começaram em silêncio.
Jogo10/11/2035
Não se vê o fim da espera do Caxias por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Caxias tem de arrancar um resultado de algum lado.
Gabriel Pereira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Xəyal Əliyev desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Fernando Asafe
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sasso será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Caxias as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Caxias sabem-no.
Plantel05/11/2035
Xəyal Əliyev desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 6.95, e nenhuma delas entrará num resumo.
Gabriel Pereira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Xəyal Əliyev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no Caxias dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Caxias, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Abner Vinicius tem 35 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Jong Genk vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong Genk já se começa a dizer o nome dele no passado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gaspar Duarte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Thorgan Tielemans e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Jong Genk pode pedir e sobe o salário que Abner Vinicius pode exigir.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 126 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Cercle Brugge à espera com uma camisola. No Jong Genk ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Jong Genk, e não vai ser retirado.
Mark Verkuijl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/05/2035
Gaspar Duarte desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
5.º lugar com 53 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Em resumo
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Gaspar Duarte
Riku Handa e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/04/2035
Palavras no treino do Jong Genk sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gaspar Duarte está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Alessio Raballo pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 90. O Beerschot vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Jong Genk sabem-no.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Charles Alderweireld tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
6.º lugar, 49 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luka Mlakar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Genk as despedidas começaram em silêncio.
Mark Verkuijl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
4.º lugar, 43 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; João Carvalho chama-lhe outra coisa em privado.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Jong Gent marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Emmanuel Nweke será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Genk as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Jong Genk sabem-no.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luka Lijeskić e o Jong Genk acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Aos 20 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Segue-se o Jong Gent, e há um homem no balneário do Jong Genk que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Jong Genk sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel29/01/2035
Thorgan Boyata, 20 anos, é o melhor jovem do fim de semana
Medido contra todos os outros miúdos da divisão, e o primeiro entre eles. O prémio de sénior é onde o Jong Genk gostava que isto fosse dar.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Zulte Waregem com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Jong Genk perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Jogo06/01/2035
Não se vê o fim da espera do Jong Genk por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Jong Genk tem de arrancar um resultado de algum lado.
Mark Verkuijl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A carreira de um guarda-redes conta-se pelos jogos em que ninguém lhe marcou, e João Carvalho tem agora 50 deles em 140 partidas. Nada naquele número foi sorte.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Timothy Kompany sai dessa comparação dentro da equipa, e o Jong Genk beneficiou de cada uma dessas tardes.
Posição 2, 34 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ivan Sulev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong Genk as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Jong Genk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Metade do calendário jogado, 2.º lugar, 34 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Jong Genk, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Genk ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Jong Genk ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Ivan Sulev pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Colocado numa posição que não é a sua, ou substituído antes da hora uma vez de mais: Marcus Linday deixou claro que não gosta da forma como o Jong Genk o está a utilizar. Os treinadores sabem destas coisas muito antes da imprensa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Genk ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Jong Genk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 36 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
É sentimental, é completamente sincero e é o princípio de uma saída que ninguém anunciou. O clube pode ser elegante quanto a isso ou pode fingir que não ouviu.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Waasland-Beveren com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
O Jong Genk fez saber ao mercado que Yannick Openda está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Em resumo
AntevisãoConforto de casa à vista para o Jong Genk
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong Genk ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Jong Genk, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Jong Genk pode pedir e sobe o salário que Yannick Openda pode exigir.
Plantel16/10/2034
Os relatórios de treino sobre Sam Proctor não são bons
Um sábado mau perdoa-se; uma terça-feira má é uma escolha. O nível baixou, e numa casa onde toda a gente observa toda a gente, deu-se por isso.
Segue-se, em casa, o RFC Liege, que chega no 15.º lugar. O tipo de jogo sobre o qual uma época se constrói em silêncio, ou em que perde a forma em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.00 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Jong Genk ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.