“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Portimonense a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sébastien Cibois e o Portimonense acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portimonense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexandre Abel está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Sébastien Cibois. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Diogo Bezerra quer futebol continental; se o Portimonense o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portimonense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mo Dauda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Notas dos jogadores08/03/2032
Naïs Djouahra jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.20. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Portimonense lida com um homem que quer outro país.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.05 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
14 golos e uma média de 7.38 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Vitória por 1‑0 sobre o Santa Clara, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 124. O Santa Clara vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Carlinhos e o Portimonense acertam mais 2 anos.
Naïs Djouahra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Diogo Bezerra quer futebol continental; se o Portimonense o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Um 1‑0 sobre o Lusitânia Lourosa, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Portimonense
Notas dos jogadoresDiogo Bezerra jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portimonense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel13/10/2031
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mo Dauda está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Notas dos jogadores13/10/2031
Diogo Bezerra jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.21. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Casa Pia marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Um toque que não queria, um ressalto impossível de ler e o seu nome na coluna errada. Depois disto não há consolo, e no Portimonense não o vão tentar esta noite.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Verba acordada, salário acordado, e o Chaves à espera com uma camisola. No Portimonense ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
A proposta do Chaves por Matheus Menezes foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 24 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Uma sondagem ao Porto para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o Chaves à espera com uma camisola. No Portimonense ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel30/06/2031
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mo Dauda está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Portimonense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco30/06/2031
Alexandre Abel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Portimonense dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
O bancoO treinador faz uma promessa a Vítor Manoel
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Maximiliano Meza e o Portimonense acertam mais 2 anos.
Plantel02/06/2031
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mo Dauda está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma sondagem ao Alverca para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vítor Manoel, e o treinador deixou.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Jesús Portillo está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/05/2031
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexandre Abel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Carlos Eduardo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Portimonense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portimonense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Naïs Djouahra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/05/2031
Mo Dauda desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dânio Djassi assinar alguma coisa — um contrato no Portimonense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Mordomo está nela.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Portimonense não tem uma boa resposta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mo Dauda e o Portimonense acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Portimonense vai falar em 19 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Plantel05/05/2031
Alexandre Abel desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lucas De Bolle, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Matheus Menezes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portimonense as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portimonense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mo Dauda estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sébastien Cibois está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Sébastien Cibois. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portimonense podem fingir não ter ouvido.
Naïs Djouahra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel14/04/2031
Alexandre Abel desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Dânio Djassi assinar alguma coisa — um contrato no Portimonense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Mordomo está nela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Carlos Eduardo apontou a data.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portimonense podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Carlinhos e o Portimonense acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Naïs Djouahra e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/04/2031
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mo Dauda está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Portimonense disse a Mo Dauda que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portimonense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portimonense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo22/03/2031
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Portimonense. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexandre Abel estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel24/03/2031
Demasiada mudança demasiado depressa no Portimonense
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexandre Abel estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Direção03/03/2031
Os salários engolem 86% das receitas do Portimonense
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Thauan Lara está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portimonense podem fingir não ter ouvido.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portimonense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yanis da Rocha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um toque que não queria, um ressalto impossível de ler e o seu nome na coluna errada. Depois disto não há consolo, e no Portimonense não o vão tentar esta noite.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Sergio Mendes sobre uma tarde de 3‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Em resumo
O bancoAlexandre Abel tornou-se um homem de confiança do treinador
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 92. O Penafiel vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dânio Djassi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portimonense as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
Jogo07/12/2030
Ninguém quer jogar contra o Portimonense neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yanis da Rocha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Portimonense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portimonense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Lagartinho e o Portimonense acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alexandre Abel estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Carlos Eduardo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portimonense as despedidas começaram em silêncio.
Naïs Djouahra e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Portimonense lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Um 2‑1 sobre o Torreense, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Notas dos jogadores21/10/2030
Naïs Djouahra jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.13. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Notas dos jogadores21/10/2030
Mésaque Djú jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.02. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel21/10/2030
Alexandre Abel desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Notas dos jogadoresDânio Djassi encarou-os todo o jogo
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portimonense podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 58 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mo Dauda e o Portimonense acertam mais 2 anos.
Plantel07/10/2030
Yanis da Rocha desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
O banco07/10/2030
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Sergio Mendes saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portimonense podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 65 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
3‑3, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
Plantel30/09/2030
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexandre Abel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Portimonense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 107 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Portimonense já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portimonense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portimonense podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Portimonense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel19/08/2030
Carlinhos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Portimonense perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Francisco Canário será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Portimonense as despedidas começaram em silêncio.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel15/07/2030
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yanis da Rocha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel15/07/2030
Ahmed Awad melhorou aos 35, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Portimonense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Portimonense podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 41 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Portimonense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Portimonense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Naïs Djouahra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Diogo Bezerra quer futebol continental; se o Portimonense o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
62 dias de fora para Daniel Neves depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Portimonense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
Nicolò Tresoldi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Juan Ignacio Bircher está a viver essa versão no Portimonense, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel27/05/2030
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexandre Abel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
76 dias de fora para Daniel Neves depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Portimonense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Portimonense, e não vai ser retirado.
Dânio Djassi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel13/05/2030
Palavras no treino do Portimonense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Naïs Djouahra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.