O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 39 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Muhammadali O'rinboyev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/03/2036
Eliot Bujupi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Westerlo sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Charleroi vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Camil Mmaee marcou ao minuto 89, o Dender já pensava na viagem de regresso, e o Charleroi levou tudo.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Charleroi perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mateusz Zalewski será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Charleroi as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Charleroi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não há pior forma de perder um futebolista. Mateusz Zalewski pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Plantel28/01/2036
Louis Page desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Charleroi perguntou e o Utrecht disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Charleroi vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
7.93, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Viktor Andersson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Charleroi as despedidas começaram em silêncio.
Jason van Duiven esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O pedido está em cima da mesa do Slávia TU Košice e a resposta é de outros. Estas coisas resolvem-se em privado e contam-se em público, normalmente por essa ordem.
Plantel21/01/2036
Palavras no treino do Charleroi sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Louis Page está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Charleroi perguntou e o AZ disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 45 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Direção07/01/2036
O Charleroi não tem ninguém para dirigir os treinos
Não é uma nomeação interina — é uma instituição com o gabinete técnico vazio. Esta semana as sessões serão dirigidas por alguém desconhecido, e a pergunta de como um clube chega a este estado será feita à direção e ficará sem resposta.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Charleroi já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Charleroi podem fingir não ter ouvido.
Jason van Duiven e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Charleroi falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo15/12/2035
Não se vê o fim da espera do Charleroi por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Charleroi tem de arrancar um resultado de algum lado.
Jason van Duiven e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Louis Page estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Paul Lehmann, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Charleroi falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Jason van Duiven e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Louis Page estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Otto Rosengren, e o treinador deixou.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Standard Liege com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Viktor Andersson está nela.
Jason van Duiven e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/10/2035
Palavras no treino do Charleroi sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Louis Page está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel15/10/2035
10 caras novas e o Charleroi ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Charleroi, mais uma semana sem a assinatura de Matías Pérez.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Eric N'Jo: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Charleroi a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
A raiva no Charleroi transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hilmir Rafn Mikaelsson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Charleroi as despedidas começaram em silêncio.
A proposta do Kano Pillars por Emmanuel Nweke foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Charleroi, e não vai ser retirado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Mathis Amougou marcou, foi avaliado com 7.66 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Notas dos jogadores03/09/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Charleroi — 7.85
1 para O'Shea Ellis, avaliado com 7.85, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Direção03/09/2035
O Charleroi fecha o mercado com um plantel feito por si
27 entradas e 25 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Charleroi podem fingir não ter ouvido.
Aitor Fraga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
4 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Charleroi sabe dizer em que semana.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Kirill Kistenev acabou de assinar pelo Charleroi e, por uma vez, a resposta importava.
Direção30/07/2035
11 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Charleroi
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Verba acordada, salário acordado, e o KV Mechelen à espera com uma camisola. No Charleroi ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Olympique de Marseille fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Louis Page estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Charleroi sabe agora que esse pensamento chegou.
O Charleroi perguntou e o Angers SCO disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Charleroi ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Perguntou-se ao Racing Club se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Kauê Furquim está em marcha
A raiva no Charleroi transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Charleroi ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Youri Regeer e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco14/05/2035
Marlon Pineau volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Charleroi já trabalhou com Marlon Pineau e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Plantel14/05/2035
Frederik Roslyng desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco14/05/2035
Mardochée Nzita tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Charleroi dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Charleroi podem fingir não ter ouvido.
As regras permitem-no e dói na mesma. Hilmir Rafn Mikaelsson acertou condições com o KAA Gent para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Plantel30/04/2035
Palavras no treino do Charleroi sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Youri Regeer está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 37 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Axel Disasi, e o treinador deixou.
Plantel30/04/2035
6 caras novas e o Charleroi ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Franco Centurión treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Charleroi já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Charleroi ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Charleroi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/04/2035
Palavras no treino do Charleroi sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Doni Arifi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção02/04/2035
O Charleroi paga $706.8K para rescindir com o treinador
Chegou a conta da demissão. o treinador sai com $706.8K pelo tempo que restava de contrato, e esse dinheiro não compra ao clube nada que possa pôr em campo.
Em resumo
O bancoYouri Regeer joga como quem tem algo a provar
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Charleroi
Aitor Fraga esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/03/2035
Palavras no treino do Charleroi sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Youri Regeer está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Charleroi sabem-no.
O nome de Viktor Andersson apareceu em conversas de que o Charleroi não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Emprestados26/03/2035
O empréstimo de Felipe Preis mede-se pelo que não acontece
11 balizas a zeros em 17 jogos no América Mineiro. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Charleroi, mais uma semana sem a assinatura de Luck Zogbé.
14 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Francs Borains foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Charleroi podem fingir não ter ouvido.
Aitor Fraga e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Sebastian Arnold acabou de assinar pelo Charleroi e, por uma vez, a resposta importava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AZ fica com o seu homem, e o Charleroi volta a uma lista com um nome riscado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Charleroi já falam dele no passado.
Plantel16/10/2034
Palavras no treino do Charleroi sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Laurs Skjellerup está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Luck Zogbé e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marlon Pineau está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Charleroi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
0‑1 frente ao Ferencvaros, e uma noite que mediu a distância mais do que os noventa minutos. Nada nela foi uma vergonha, e nada nela esteve perto.
Jogo09/10/2034
Para o Charleroi, cada ponto é agora uma discussão
Posição 14 e 8 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Charleroi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O sistema mudou e a posição dele não. Um futebolista pode melhorar a forma; não pode melhorar o sistema do treinador, e o problema é todo esse.
O banco09/10/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 o treinador saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.