Sander Nordbø e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 20 anos e ninguém em Raufoss o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
O banco24/04/2028
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Stian Thorsby, sobre uma vitória por 3‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Raufoss joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oskar Sangnes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tão perto: a transferência de Rafik Zekhnini morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Haugesund seguiu em frente, Rafik Zekhnini apresenta-se de volta no Raufoss, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Rafik Zekhnini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel27/03/2028
Mattia Macchi consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mattia Macchi acabou de assinar pelo Raufoss e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel27/03/2028
Lars Ranger desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Lars Ranger tem de reconquistar o que julgava seu. O Raufoss não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Sander Nordbø assinar alguma coisa — um contrato no Raufoss ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os melhores negócios são aqueles em que os contabilistas nem reparam. Mattia Macchi chega ao Raufoss com o ordenado como único custo e algo a provar como única cláusula.
Os melhores negócios são aqueles em que os contabilistas nem reparam. Pierre Jouan chega ao Raufoss com o ordenado como único custo e algo a provar como única cláusula.
17 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cavese perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cavese coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Virtus Entella fica com o seu homem, e o Cavese volta a uma lista com um nome riscado.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Cavese sabem-no, e também todos os que o veem.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cavese, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Cavese fez saber ao mercado que Adama Diarrassouba está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cavese perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Lazio fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Cavese vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cavese coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Francesco Rodio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Cavese já telefonou ao Almirante Brown. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Francesco D'Amore treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mattia Macchi, e o treinador deixou.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 78 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Francesco Orlando, e o treinador deixou.
Francisco Décima e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
O bancoMarlon Ubani pede uma conversa com o treinador
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 86 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
93 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cavese perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Angelo Talia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mercado17/05/2027
Israel traz os cabelos brancos que faltavam ao Cavese
Aos 33, já viu todas as situações que esta época pode produzir, duas vezes. As pernas serão geridas; a compra é a cabeça.